O clima do Reino Unido deve apresentar um padrão mais variável na segunda metade do verão, com algumas previsões de longa duração indicando a possibilidade de chuvas. Apesar disso, as temperaturas devem continuar acima da média, especialmente no final de julho e agosto, e novas ondas de calor não podem ser descartadas.
Até o momento, a temporada tem sido marcada por temperaturas recordes, algumas das quais superaram marcas estabelecidas durante o verão de 1976. A escassez de chuvas também tem sido uma característica significativa, com regiões no sul da Inglaterra sem precipitações mensuráveis por mais de quatro semanas. Como resultado, milhões de residências estão sob restrições de uso de água, e a vegetação seca tem alimentado incêndios florestais em diversas áreas.
Previsões de mudanças climáticas para o final do verão
Tendências atuais sugerem que o clima pode se tornar mais instável durante a segunda metade do verão. No entanto, os sinais provenientes dos modelos de previsão meteorológica apresentam resultados mistos, resultando em uma considerável incerteza. A previsão mais recente do DTN, fornecedor de dados meteorológicos da BBC, indica que áreas de baixa pressão deverão ser mais frequentes nas próximas semanas, especialmente na Escócia e na Irlanda do Norte, o que pode resultar em um aumento das chuvas.
Entretanto, a presença do anticiclone dos Açores, uma grande área de alta pressão semi-permanente sobre o Atlântico Norte, pode dificultar a chegada de frentes frias ao Reino Unido, mantendo o clima mais seco, embora não completamente isento de chuvas. As temperaturas devem permanecer acima da média sazonal, especialmente na Inglaterra e no País de Gales, onde novas ondas de calor são possíveis até o início de agosto.
Impactos da onda de calor de 2026
A temporada de verão de 2026 já se destaca por ser extraordinária. Uma onda de calor no final da primavera estabeleceu um novo recorde de temperatura em maio, seguida por novas ondas em junho e julho, que duraram até duas semanas em algumas áreas. Entre os novos recordes, destaca-se a marca de 37,7°C em Lingwood, Norfolk, superando o antigo recorde de 35,6°C de 1976. Além disso, o Reino Unido já registrou mais dias acima de 30°C do que em todo o ano de 1976, um ano que ficou marcado por uma onda de calor histórica.
Vários fatores estão contribuindo para o calor intenso observado até agora. Áreas persistentes de alta pressão têm permitido que o calor se acumule, enquanto a falta de chuvas tem ressecado o solo, o que, por sua vez, eleva ainda mais as temperaturas. As temperaturas da superfície do mar ao redor do Reino Unido também estão muito acima do normal, o que reduz o efeito de resfriamento habitual do mar e mantém as temperaturas elevadas, especialmente à noite. A mudança climática é outro fator importante, com cientistas afirmando que o aquecimento induzido pelo homem está tornando as ondas de calor mais frequentes e intensas.
A última atualização do relatório sobre o Estado do Clima no Reino Unido, emitida pelo Met Office, ressalta que eventos climáticos anteriormente considerados extremos estão se tornando a "nova normalidade", com um aumento de aproximadamente 0,25°C por década desde a década de 1980.
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