Provas consideradas "devastadoras", incluindo DNA encontrado em uma arma e uma confissão via mensagem de texto, foram apresentadas contra Tyler Robinson, de 23 anos, durante uma audiência preliminar que ocorreu esta semana. Os promotores argumentam que essas evidências justificam o julgamento do suspeito por assassinato agravado, um crime que pode resultar na pena de morte em Utah.
Movimentação do suspeito antes do crime
Os procuradores delinearam os movimentos de Robinson nas 48 horas que antecederam o assassinato de Charlie Kirk, utilizando gravações de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e uma entrevista gravada com o colega de quarto de Robinson. Kirk, um importante aliado de Donald Trump e fundador da Turning Point USA, foi atingido por um tiro no pescoço enquanto falava a um público na Utah Valley University em 10 de setembro do ano passado.
No decorrer da audiência, a defesa de Robinson, que ainda não se manifestou sobre as acusações, tentou questionar a credibilidade das evidências apresentadas, levantando objeções sobre a admissibilidade de testemunhos e a possível contaminação de jurados. Contudo, o procurador-chefe do condado de Utah, Chad Grunander, afirmou ao juiz: "As evidências são esmagadoras. É devastador." O juiz Tony Graf decidirá se o caso avançará para o julgamento.
Detalhes sobre o suspeito e o crime
Até a audiência desta semana, pouco se sabia sobre Robinson e suas ações. O interesse público foi intenso, com várias pessoas se alinhando para conseguir um dos 14 lugares disponíveis para espectadores. Durante a sessão, membros das famílias de Robinson e Kirk demonstraram grande emoção. Em um momento, enquanto um vídeo mostrava Robinson correndo por um telhado no dia do crime, a viúva de Kirk, Erika, foi vista abraçando sua sogra, ambas visivelmente abaladas.
Os promotores descreveram Robinson como um jogador de videogame que abandonou a faculdade e que usou a arma de seu avô para assassinar uma figura política nacional, tentando encobrir suas ações posteriormente. As evidências foram em grande parte obtidas através de Lance Twiggs, ex-colega de quarto e parceiro romântico de Robinson, que compartilhou detalhes em uma entrevista gravada. Twiggs revelou que Robinson saiu de casa mais cedo no dia do assassinato e foi visto em câmeras de segurança no campus da universidade.
Além disso, mensagens trocadas entre Robinson e Twiggs na noite do crime revelaram que o suspeito escondeu a arma em arbustos nas proximidades do campus e expressou arrependimento por envolver Twiggs na situação. Em um dos textos, Robinson admitiu ser o atirador e justificou sua ação dizendo: "Eu não consigo negociar com esse ódio". Após o crime, Robinson se apresentou à polícia, acompanhado de familiares, e foi formalmente detido em 12 de setembro.
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