Um relatório da BioCatch revelou que, no primeiro semestre do ano passado, as fraudes bancárias aumentaram em 220%. A digitalização do sistema financeiro, que trouxe conveniência, também facilitou a atuação de criminosos, que estão utilizando métodos cada vez mais sofisticados para aplicar golpes.

A Inteligência Artificial tem sido uma ferramenta utilizada para realizar ataques personalizados, simulando vozes e contextos reais, o que torna a abordagem dos golpistas ainda mais convincente. Para enfrentar esse desafio, é fundamental que tanto os usuários quanto as instituições financeiras adotem boas práticas e ferramentas de segurança.

Os golpes mais comuns e a tática da engenharia social

Atualmente, a maioria das fraudes não se baseia em falhas nos sistemas bancários, mas sim na vulnerabilidade emocional dos usuários. As modalidades de golpes mais frequentes incluem:

1. Golpe da Falsa Central de Segurança

Neste tipo de golpe, o criminoso liga para a vítima se passando por um funcionário do banco. Utilizando softwares para mascarar o número de telefone, o golpista faz com que o identificador de chamadas mostre o número oficial da instituição. A abordagem geralmente envolve uma alegação urgente, como uma transação suspeita ou uma invasão na conta, e busca induzir a vítima a fornecer senhas ou instalar aplicativos que permitem o controle remoto do celular.

2. Fraudes no ecossistema Pix

Com a popularização do Pix, as fraudes envolvendo esse sistema de pagamento se tornaram comuns. Um exemplo é o chamado Golpe do Pix Errado, onde o golpista simula uma transferência equivocada e pede ao usuário que faça o estorno, resultando na perda de dinheiro da vítima. Outra prática é o Golpe do Cartão para Negativado, que envolve promessas de limites de crédito altos em troca de pagamento de taxas inexistentes.

3. Boletos falsos

Criminosos podem interceptar comunicações ou criar sites falsos para emitir boletos que parecem legítimos. Quando o usuário realiza o pagamento, o valor é direcionado para a conta do fraudador, em vez do beneficiário correto.

Como a tecnologia do Inter protege você

O Inter adota uma abordagem de segurança como responsabilidade compartilhada, utilizando tecnologia avançada e promovendo a educação digital dos clientes. A instituição investe em ferramentas de monitoramento proativo para detectar anomalias em tempo real. Entre os principais recursos de defesa estão:

  • Biometria facial e prova de vida: necessárias para transações de alto valor e acesso em novos dispositivos;
  • Mecanismo Especial de Devolução (MED): permite o bloqueio e, se possível, o estorno de valores em casos de fraude no Pix;
  • Selo de Prevenção a Fraudes: certificação que demonstra o rigor dos processos internos do Inter na proteção dos ativos dos clientes.

Guia prático de prevenção: o que nunca fazer

Para garantir a segurança da sua conta, é essencial seguir algumas diretrizes:

  • O banco nunca pede sua senha: nunca forneça senhas ou realize transferências solicitadas por telefone;
  • Não instale aplicativos de terceiros: evite baixar programas de acesso remoto;
  • Confira o beneficiário do boleto: sempre verifique os dados antes de efetuar um pagamento;
  • Desconfie de urgência excessiva: se receber uma ligação suspeita, desligue e contate os canais oficiais do banco.

FAQ: Perguntas frequentes sobre segurança bancária

O Inter liga para pedir atualização de aplicativo?

Não. Atualizações devem ser feitas apenas pelas lojas oficiais.

O que fazer se eu cair em um golpe do Pix?

Contate o Inter imediatamente para registrar o pedido de contestação.

Como saber se o boleto é verdadeiro?

Verifique sempre os dados do beneficiário antes de realizar o pagamento.