O senador dos EUA, Lindsey Graham, faleceu no último sábado à noite aos 71 anos, vítima de uma dissecção aórtica, conforme revelado por um exame preliminar realizado pelo legista de Washington DC. A dissecção aórtica é uma ruptura na principal artéria que transporta sangue pelo corpo.
Graham, um influente político da Carolina do Sul e aliado próximo do ex-presidente Donald Trump, foi eleito para o Senado em 2002. Ao longo de sua carreira, tornou-se uma voz proeminente em assuntos de política externa, frequentemente defendendo a intervenção militar dos EUA em conflitos internacionais.
Reações à morte de Graham
Após a notícia de seu falecimento, o porta-voz de Graham informou que o atestado de óbito ainda estava pendente, pois "todos os testes toxicológicos e microscópicos" precisavam ser finalizados. O senador havia retornado recentemente de uma viagem a Kyiv, na Ucrânia, onde se encontrou com o presidente Volodymyr Zelensky na sexta-feira.
Zelensky expressou profundo pesar pela morte de Graham, escrevendo na rede social X que ele foi "um verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam nosso mundo mais seguro". O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também lamentou a perda, afirmando que Graham compreendia a inseparabilidade da segurança de Israel e dos EUA, e que o país perdeu "um de seus maiores amigos".
Legado e controvérsias
Embora Graham tenha sido crítico de Trump no passado, especialmente antes da eleição presidencial de 2016, quando afirmou que a candidatura do ex-presidente levaria os republicanos à derrota, ele acabou apoiando Trump em várias ocasiões. Em 2021, votou contra a condenação de Trump em seu processo de impeachment e manifestou apoio à sua candidatura em 2024.
Graham destacou o legado de Trump em questões como a segurança na fronteira sul dos EUA e a eliminação do comandante militar iraniano Qasem Soleimani, bem como a nomeação de juízes conservadores. Em 2023, ele afirmou à BBC que, apesar de reconhecer "um lado obscuro em Donald Trump", permaneceria ao seu lado devido ao que considerava um bom governo.
Com a morte de Graham, o governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, terá a responsabilidade de nomear um substituto temporário para completar o restante do mandato do senador, que termina em janeiro. O sucessor será escolhido nas eleições de meio de mandato em novembro. Antes do falecimento de Graham, os republicanos detinham uma maioria de 53 a 47 sobre os democratas no Senado, com ambos os partidos disputando o controle da Casa em novembro.
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