A NASA e o bilionário Elon Musk, fundador da SpaceX, têm planos ambiciosos para enviar humanos a Marte. Entretanto, antes que isso aconteça, é fundamental realizar diversos testes que simulem as experiências de sobrevivência em outro planeta. Esses experimentos são conduzidos por astronautas análogos, como a geóloga Sian Proctor, que já participou de três simulações de Marte e uma da Lua.
Durante o evento de tecnologia Universo TOTVS, realizado na última quinta-feira (29), Sian Proctor contou que a sua experiência como astronauta análoga transformou sua vida. A ex-professora de geologia e ciências, que quase se tornou astronauta da NASA em 2009, fez história em 2021 ao se tornar a quarta mulher negra a viajar para o espaço, ao participar da missão Inspiration4 da SpaceX, a primeira totalmente civil a orbitar a Terra.
Simulações e aprendizado
A primeira simulação de Proctor foi a HI-SEAS, realizada em 2013 no Havaí, onde um grupo de seis pessoas viveu em confinamento por quatro meses. O objetivo era estudar o uso de recursos como água e alimentos em Marte, além de testar a dieta ideal para astronautas. Durante a simulação, os participantes usavam trajes espaciais para realizar análises do solo, que é semelhante ao de Marte.
As simulações visam também a eficiência no uso de recursos, como a desidratação de alimentos para reduzir o peso da carga nas espaçonaves. Proctor destaca que as soluções desenvolvidas para os desafios do espaço podem beneficiar a vida na Terra.
Novas experiências em Marte
No último domingo (25), um novo grupo de quatro cientistas iniciou uma simulação de um ano em uma estrutura de 157 m² no Johnson Space Center, em Houston. Denominada Mars Duna Alpha, a instalação foi criada com impressoras 3D utilizando uma mistura de concreto que simula a lava vulcânica. O experimento visa monitorar a saúde dos voluntários e entender como os humanos poderiam sobreviver em Marte.
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