O África CDC (Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças) anunciou na quinta-feira, 9 de julho de 2026, que o surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) está se espalhando mais rapidamente do que qualquer outro já registrado. O chefe de operações de emergência da agência, Wessam Mankoula, afirmou que "infelizmente, o vírus continua a avançar mais rápido do que a resposta" e que a doença se propaga "de forma mais veloz do que os recursos para controlar a situação estão sendo mobilizados".

Mankoula destacou que este é o surto de Ebola com a "propagação mais rápida já registrada". Até a última terça-feira, 7 de julho de 2026, a RDC reportava 1.759 casos confirmados e 600 mortes, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Contexto do surto e suas implicações

No leste do país, que é considerado o epicentro da epidemia, a quantidade de novos casos continua a aumentar, com a previsão de que o número de infecções dobre a cada 28 dias. A situação em Uganda, país vizinho que também foi impactado, permanece estável.

A epidemia foi oficialmente declarada em 15 de maio de 2026, marcando o 17º surto a afetar a República Democrática do Congo. Entre 2018 e 2020, o país enfrentou a epidemia mais letal registrada, que resultou na morte de 2.300 pessoas. Nos últimos 50 anos, o Ebola já causou a morte de mais de 15.000 pessoas no continente africano.

Desafios no combate ao Ebola

Atualmente, não há tratamento nem vacina disponíveis para esta variante do vírus Ebola. Contudo, um ensaio clínico que envolve dois tratamentos distintos teve início em 2 de julho de 2026, na tentativa de encontrar uma solução eficaz para controlar o surto.

As autoridades de saúde enfrentam grandes desafios para conter a propagação da doença, que é exacerbada pela falta de recursos e pela dificuldade de mobilização de equipes de resposta. O avanço rápido do vírus e a alta taxa de mortalidade em surtos anteriores tornam a situação ainda mais crítica.