João Pivetta e a percepção de regularidade

João Antonio Pivetta, que foi solto nesta quarta-feira (8) após 18 dias detido pela morte de Maria Eduarda Rodrigues, disse acreditar que o grupo 'Entre Cordas', que lançou a jovem sem cordas durante um salto de rope jump, era uma empresa regularizada. Ele fez essas declarações em uma entrevista exclusiva à EPTV, afiliada da TV Globo.

Pivetta, que começou a trabalhar com o grupo entre o final de 2025 e o início de 2026, relatou que os integrantes da equipe passavam a impressão de que tinham uma estrutura adequada e que a segurança era uma prioridade. “Para a gente, era uma empresa extremamente regularizada. Eles diziam que tinham uma estrutura. [...] A impressão que eles passavam era de que eram a única empresa que estava regularizada”, afirmou João.

Investigações e funções no evento

Apesar de João e Gabriel Barros Martins, também solto na mesma data, não terem sido indiciados pela Polícia Civil, quatro outros suspeitos permanecem presos e foram denunciados pelo Ministério Público (MP) por homicídio com dolo eventual qualificado e fraude processual. As investigações apontaram que João exercia funções relacionadas à retirada de equipamentos dos participantes após os saltos, sem responsabilidades diretas pela segurança antes dos saltos.

Gabriel, por sua vez, tinha a responsabilidade de acompanhar a descida dos participantes e preparar o equipamento. Ele foi inicialmente preso sob a suspeita de tentar fugir após o acidente, mas a polícia descartou que ele tivesse qualquer influência na morte de Maria Eduarda.

Sentimentos e reações após a prisão

Após a queda da jovem, João se aproximou dela para verificar sinais vitais e solicitou apoio especializado via rádio. Embora ele não tenha testemunhado a queda, ouviu o barulho do impacto e, inicialmente, não acreditou que a jovem havia despencado de uma altura de 40 metros. João descreveu a experiência da prisão como “aterrorizante” e expressou alívio com a revogação de sua prisão, ressaltando a angústia que sentiu durante o período detido.

Os advogados de João e Gabriel criticaram a rapidez das prisões e a demora para a soltura, considerando a situação desproporcional. Eles também manifestaram solidariedade à família da vítima.

Os outros quatro denunciados pelo MP são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves, todos envolvidos diretamente no salto da vítima. A denúncia sustenta que eles tinham conhecimento dos riscos envolvidos na atividade, mas não tomaram as precauções necessárias, como a verificação da corda de segurança.