A taxa de desocupação no Brasil ficou estável em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (26). Este número representa uma leve queda em relação aos 5,8% registrados no trimestre anterior e é inferior aos 6,2% do mesmo período em 2025.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) indicam que o número de desocupados no país é de 6,1 milhões, mantendo-se praticamente inalterado em comparação ao trimestre anterior, mas com uma redução de 9,3% em relação ao ano passado, o que equivale a 624 mil pessoas a menos à procura de trabalho.

A população ocupada atingiu 102,7 milhões de pessoas, com um aumento de 0,5% em relação ao trimestre, resultando na inclusão de 558 mil novos trabalhadores. Analisando o ano, a alta é de 0,8%. O nível de ocupação se manteve estável em 58,6% da população em idade para trabalhar.

Melhorias nos Indicadores de Subutilização

Outro dado positivo foi a redução da taxa composta de subutilização da força de trabalho, que inclui desocupados, subocupados e pessoas na força de trabalho potencial. O índice caiu para 13,3%, comparado a 14,1% no trimestre anterior e 14,9% há um ano.

A população subutilizada totalizou 15,1 milhões, com uma diminuição de 5,7% no trimestre e 11,3% em relação ao último ano. O número de desalentados também apresentou queda, com 2,4 milhões de pessoas, o que representa 10,2% a menos que no trimestre anterior.

Informalidade e Rendimento

A taxa de informalidade entre os trabalhadores se manteve em 37,3%, totalizando 38,3 milhões de pessoas. Os números de empregados com carteira assinada, trabalhadores sem carteira e autônomos permaneceram estáveis.

Os setores que se destacaram com crescimento foram o de transporte e correio, com alta de 3%, e o de administração pública e serviços sociais, que avançaram 3,1%. O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3.726, com uma alta de 4% em relação ao ano anterior.