A Copa do Mundo Feminina de 2027 pode marcar uma nova tendência de cores no futebol, com o azul-cobalto como uma das principais tonalidades. A consultoria de tendências WGSN aponta que, após o sucesso do rosa na edição de 2026, o azul e o laranja devem dominar o cenário esportivo e de moda.

O sucesso do rosa e as novas apostas

Na edição de 2026, o rosa foi amplamente utilizado por jogadores de todas as seleções masculinas, com fabricantes de chuteiras apostando em diversas variações dessa cor. Segundo Sofia Martinelli, pesquisadora sênior da WGSN Brasil, o tom vibrante se destacou no nicho esportivo por seu contraste com o gramado e por não estar associado a nenhum time específico. “O rosa foi muito bem no nicho esportivo, pelo tom elétrico e vibrante, que funciona bem nessa área”, explica.

Para a próxima Copa, a WGSN já divulgou que o azul-cobalto, descrito como “luminous blue”, será uma das cores em destaque, ao lado do laranja “energy orange”. Martinelli ressalta que essa nova paleta está alinhada com a estética esportiva, o que pode influenciar as principais marcas a adotarem essas cores em seus produtos.

Impacto nas marcas e no mercado

A consultoria também prevê um crescimento na relação entre jogadoras e grifes de moda e de luxo, semelhante ao que ocorreu com o jogador norueguês Erling Haaland na Copa do Mundo Masculina de 2026. “A Copa feminina deve ser a maior que já tivemos”, afirma Martinelli, destacando a importância do evento para a visibilidade das atletas e a conexão com o mercado de moda.

Embora a WGSN ofereça previsões, existe o risco de que suas análises se tornem autorrealizáveis, uma vez que grandes empresas do setor de calçados e moda monitoram essas tendências e podem impulsioná-las no mercado. Durante a edição de 2026, o tom psicodélico de rosa foi amplamente adotado, reforçando a influência das consultorias nas escolhas das marcas.

Empresas como Adidas, Nike e Puma foram consultadas sobre suas apostas cromáticas para a Copa de 2027, mas preferiram não comentar sobre lançamentos futuros. A Skechers, por sua vez, informou que não possui chuteiras femininas em seu portfólio.

A WGSN realiza anualmente um levantamento que reúne uma equipe global dedicada a entender comportamentos de consumo em diversas áreas, incluindo moda, tecnologia e esporte. Fatores econômicos e geopolíticos também são considerados, influenciando a estética e os produtos disponíveis no mercado.

Com a expectativa em alta para a Copa do Mundo Masculina de 2030, a próxima pesquisa da WGSN para essa edição será divulgada apenas em 2028, deixando em aberto quais cores poderão aparecer.