Mais de 900 pessoas perderam a vida e 3.360 ficaram feridas em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela, conforme informações do governo. As equipes de resgate continuam a busca por sobreviventes, enquanto familiares aguardam ansiosamente por notícias.

Os feridos estão sendo atendidos em instalações médicas improvisadas, após a destruição de diversos prédios no norte do país, incluindo na capital Caracas. Um oficial do governo informou que centenas de trabalhadores internacionais de resgate chegaram ao país, com mais equipes a caminho.

Os dois terremotos, que ocorreram em rápida sucessão na quarta-feira, foram descritos como os mais fortes a atingir a nação em um século, com uma magnitude de 7,5. A região de La Guaira, ao norte da capital, foi a mais afetada, onde se localizam um dos principais portos do país e o Aeroporto Internacional Simón Bolívar.

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou em uma transmissão ao vivo que o número de mortos chegou a 920, com pelo menos 172 pessoas ainda presas sob os escombros. Em La Guaira, ao menos 243 pessoas foram resgatadas, conforme relatado por Rodríguez.

As instalações médicas, já sobrecarregadas antes da tragédia, enfrentam dificuldades ainda maiores devido à escassez de suprimentos e medicamentos. O médico Pedro Javier Fernandez destacou que os hospitais já apresentavam problemas antes do desastre, tornando a situação ainda mais crítica.

Equipes de resgate estão utilizando suas próprias mãos para retirar pessoas dos escombros, enfrentando dificuldades devido a estradas danificadas e falta de recursos. A resposta inicial à emergência tem sido complicada, mas países como Estados Unidos, Reino Unido, México e Suíça já enviaram ajuda.

O Secretário-Geral do Conselho Norueguês para Refugiados, Jan Egeland, ressaltou a vulnerabilidade da Venezuela devido à deterioração da infraestrutura ao longo dos anos. O chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher, afirmou que é necessário um esforço internacional para lidar com a situação.