O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma ameaça contundente ao Irã, afirmando que o país será 'decimado e destruído' caso aja em relação a ameaças de assassinato contra ele. A advertência foi divulgada após o Departamento do Tesouro dos EUA impor sanções a um suposto financiador iraniano.

No último sábado, o Irã declarou que as novas medidas financeiras dos EUA violam um acordo preliminar estabelecido entre os dois países em conflito no mês passado, enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a Omã para discussões.

Ameaças e Preparativos Militares

Trump postou em sua rede social, Truth Social, que 'mil foguetes estão prontos e direcionados à República Islâmica do Irã' e que a resposta militar dos EUA seria imediata caso o governo iraniano tentasse cumprir suas ameaças de assassinato. O presidente também afirmou que as ordens já foram dadas e que o exército americano está preparado para agir.

A ameaça de Trump ocorreu após relatos de que Israel teria compartilhado informações sobre um suposto plano iraniano para assassiná-lo. Durante o funeral do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, que foi morto em um ataque aéreo dos EUA, alguns dos presentes exibiram faixas com a mensagem: 'Nós Vamos Matar Trump'.

Reações e Negociações em Curso

Apesar das tensões, Trump afirmou que os EUA e o Irã concordaram em continuar as conversações de paz, mesmo com a suspensão do cessar-fogo estabelecido no acordo preliminar. Ele mencionou que o Irã solicitou a continuidade das negociações, e os EUA se mostraram dispostos a dialogar, mas deixaram claro que o cessar-fogo está encerrado.

O Departamento do Tesouro dos EUA também intensificou a pressão sobre o Irã, impondo sanções a Ali Ansari, um suposto facilitador financeiro que, segundo o governo americano, teria vínculos com o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do falecido Ali Khamenei.

A sanção foi justificada pela retomada de ataques iranianos contra embarcações internacionais no Estreito de Ormuz, levando os EUA a revogar uma isenção que permitia ao Irã vender petróleo. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que as ações visam isolar Khamenei e outros líderes do regime iraniano do sistema financeiro global, preservando os ativos para o povo iraniano.

Araghchi, por sua vez, criticou as sanções, alegando que representam uma violação do memorando de entendimento firmado em junho entre os dois países. Ele enfatizou que o Irã tem cumprido sua parte, ao contrário do que considera ser uma violação por parte dos EUA.

O ministro iraniano chegou a Omã, onde as discussões de mediação estão em andamento, com o país árabe desempenhando um papel importante nas tentativas de resolução do conflito.