O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) que o país reestabelecerá o bloqueio a navios iranianos no estreito de Hormuz e que planeja cobrar um pedágio para o tráfego na região, em meio a uma escalada de tensões com o Irã.
Medidas de bloqueio e retaliação
Em declarações à Fox News, Trump afirmou que os EUA se tornarão os "guardians" do estreito e sugeriu que deveriam ser reembolsados por isso, propondo uma taxa de 20% sobre toda a carga transportada. Ele destacou que o bloqueio se aplicará exclusivamente a embarcações iranianas, permitindo que outros países utilizem a via livremente.
A Marinha americana anunciou que o bloqueio começará a valer a partir das 17h do dia 14 (horário de Brasília). A resposta do Irã não tardou, com o comando militar do país afirmando que não permitirá a presença militar dos EUA na região e que atacará qualquer embarcação que não tenha autorização iraniana para transitar.
Tensões e conflitos na região
A situação no estreito de Hormuz, um ponto crítico para o transporte de petróleo e gás, se agravou nas últimas semanas. Trump já havia mencionado a importância de controlar o tráfego marítimo nesta área, onde cerca de um quinto do petróleo mundial passa. As hostilidades entre os dois países se intensificaram após o término de um cessar-fogo em junho, que permitiu um breve alívio nas tensões.
Na noite de domingo (12), os EUA realizaram ataques a posições iranianas, levando o Irã a retaliar com alvos americanos em várias localidades, incluindo Bahrein e Kuwait. O uso de drones aquáticos pelos EUA representa uma nova fase no conflito, que já havia visto um aumento nas hostilidades.
A dinâmica do tráfego marítimo foi severamente afetada, com a consultoria Kpler reportando que apenas 14 navios com sistemas de comunicação ativos passaram pela região no último domingo, o menor número desde o cessar-fogo. Antes do início do conflito, a passagem de navios era muito mais frequente, com cerca de 140 embarcações operando na área.
Trump, em suas declarações, reafirmou a intenção de eliminar o complexo nuclear de Natanz, que já foi alvo de ataques anteriores. As discussões em torno do programa nuclear iraniano e a presença de urânio enriquecido a 60% devem continuar, mesmo com as crescentes tensões.
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