O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um discurso no sábado, 4 de julho, em Washington, celebrando os 250 anos da independência do país. Durante a cerimônia, ele se referiu à América como o "maior feito da história humana" e aproveitou a ocasião para atacar opositores que chamou de "comunistas".
O evento, que enfrentou atrasos devido a tempestades que forçaram a evacuação temporária do público, viu Trump afirmar que, sob sua presidência, os Estados Unidos estavam "mais orgulhosos do que nunca". Embora tenha prometido um grande comício político para marcar as celebrações nacionais, o republicano de 80 anos optou por um discurso mais tradicionalmente patriótico.
Reconhecimento aos veteranos e crítica ao comunismo
"Por dois séculos e meio, nossa república americana se destacou como o maior feito da história humana", declarou Trump a dezenas de milhares de pessoas no National Mall. Ele também homenageou veteranos da Segunda Guerra Mundial, da Guerra da Coreia e da Guerra do Vietnã, citando estes conflitos como exemplos da luta contra o comunismo.
"Nossos guerreiros não lutaram contra o comunismo em campos de batalha ao redor do mundo, apenas para ver essa ameaça ressurgir aqui na América. Não vamos deixar que isso aconteça", afirmou. A retórica de Trump sobre o comunismo tem sido uma constante em sua campanha, especialmente com as eleições de meio de mandato se aproximando.
Desafios climáticos e divisão social
O discurso, que durou cerca de 45 minutos, foi curto em comparação ao estilo habitual de Trump. Ele também se orgulhou de campanhas militares recentes contra o Irã e a Venezuela, afirmando que Washington "eliminou" o poderio militar de Teerã. Após o discurso, uma grande queima de fogos começou, que Trump afirmou ser a maior do mundo.
Os americanos enfrentaram uma onda de calor recorde, com temperaturas atingindo 39,4°C na capital, enquanto 160 milhões de pessoas estavam sob alertas climáticos severos, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia. Em várias cidades, os eventos de celebração sofreram interrupções devido ao mau tempo.
A determinação de Trump em se manter no centro das comemorações do 250º aniversário expôs as profundas divisões sociais que marcaram seu segundo mandato. Perto do Capitólio, manifestantes, alguns usando máscaras e portando bandeiras confederadas, se reuniram para gritar "Reclaim America!".
Para muitos americanos, o 250º aniversário representa um momento para reflexão e celebração. Uma pesquisa da Quinnipiac University revelou que 61% dos entrevistados acreditavam que os EUA não estavam vivendo de acordo com os ideais expressos na Declaração de Independência.
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