No dia 17 de julho de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a abertura de uma nova investigação sobre alegações de interferência chinesa nas eleições do país. Durante um discurso na Casa Branca, Trump revelou a desclassificação de documentos de inteligência que, segundo ele, apontam para vulnerabilidades significativas nos sistemas de votação dos EUA.

Trump afirmou que a China teria realizado "o maior comprometimento de dados eleitorais da história", alegando que o país obteve acesso a informações de 220 milhões de arquivos de eleitores norte-americanos antes da eleição de 2020, que ele perdeu para Joe Biden. Em sua fala, o presidente questionou a segurança eleitoral dos Estados Unidos, afirmando que "cai drasticamente" em comparação com padrões adequados.

Investigação e alegações de manipulação

Durante o discurso de 24 minutos, Trump não apresentou evidências concretas de manipulação de votos ou que o resultado da eleição de 2020 tenha sido alterado. Além disso, não mencionou a possibilidade de influência externa em suas próprias vitórias nas eleições de 2016 e 2024. Ele informou que ordenou ao diretor de inteligência nacional e ao FBI que investigassem as alegações e determinassem a extensão do suposto vazamento de dados.

Simultaneamente, a Casa Branca lançou um site contendo documentos apresentados sem contexto, incluindo partes de arquivos de investigação, análises de inteligência e correspondências. Trump argumentou que o caso evidencia que "o sistema eleitoral dos EUA está exposto à manipulação e corrupção", e que as autoridades federais estão notificando os estados que podem ter tido seus dados eleitorais comprometidos.

Reações e críticas

As alegações de Trump sobre a falta de integridade nas eleições americanas geraram críticas imediatas de opositores políticos e levantaram preocupações dentro de sua própria administração. O senador democrata Mark Warner, vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado, descreveu as alegações como "totalmente sem fundamento", afirmando que as agências de inteligência dos EUA concluíram que a China não tentou alterar votos na eleição de 2020.

Além disso, a China negou as acusações, com o porta-voz da embaixada Liu Chang afirmando que "a China nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais dos EUA". As declarações de Trump podem aumentar as tensões nas relações entre os EUA e a China em um momento em que o presidente busca uma reunião com o presidente chinês Xi Jinping para discutir relações comerciais.

Trump também alegou que membros da comunidade de inteligência dos EUA retiveram informações sobre as atividades eleitorais relacionadas à China. Contudo, essa afirmação contrasta com uma avaliação da comunidade de inteligência de 2021, que não encontrou evidências de que qualquer ator estrangeiro tenha tentado alterar ou mudado qualquer aspecto técnico da eleição presidencial de 2020.

Entre os documentos divulgados pela administração, estava um relatório da CIA que descrevia os esforços da China para coletar informações sobre a campanha de Joe Biden, além de mencionar que Pequim "não tem a intenção de interferir de forma clandestina para tentar influenciar o resultado da eleição".