Em um episódio tenso no Senado dos EUA, o presidente Donald Trump se desentendeu com membros da Casa após a aprovação de uma resolução simbólica que pede o fim das hostilidades com o Irã. A votação, que ocorreu na terça-feira, contou com o apoio de quatro senadores republicanos, refletindo um crescente ceticismo dentro do partido sobre a continuidade do conflito.

Trump, que inicialmente planejava uma cerimônia de assinatura para celebrar nova legislação habitacional, cancelou o evento e deixou claro que não assinará o projeto até que o Congresso aprove sua proposta de reforma eleitoral, o “Save America Act”, que, segundo ele, é uma emergência nacional. O ato propõe a verificação de cidadania para registro de votos e a exigência de identificação com foto durante a votação, algo que os democratas criticam como um ataque aos direitos de voto.

Após a votação da resolução sobre o Irã, que foi aprovada por 50 votos a 48, Trump se reuniu com senadores. Durante esse encontro, o senador Bill Cassidy, da Louisiana, expressou suas preocupações sobre a prolongação do conflito, que já dura mais de quatro meses, e afirmou que o presidente não tem informado adequadamente a população sobre a situação. Cassidy, que não buscará reeleição, criticou a falta de transparência do governo.

Em resposta à resolução do Senado, Trump desqualificou a medida como “mal programada e sem significado”, afirmando que isso dificultava seu trabalho. Apesar disso, ele celebrou a rejeição de uma outra moção similar logo após seu desentendimento, afirmando que isso “coloca o Irã em alerta”.

A aprovação da resolução no Senado é um sinal da crescente preocupação pública, com uma pesquisa da Reuters/Ipsos indicando que três em cada quatro americanos acreditam que a guerra com o Irã não vale os custos envolvidos.