Irã busca acordo após fim do cessar-fogo

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na quarta-feira (8.jul.2026) que o Irã o contatou em busca de um acordo, logo após o término do cessar-fogo entre os dois países. A afirmação foi feita durante o retorno de Trump da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte em Ancara, na Turquia, enquanto conversava com jornalistas a bordo do Air Force One.

Trump mencionou que a proposta iraniana poderia ser vantajosa, mas expressou incertezas sobre a credibilidade do país. “Eles ligaram agora há pouco, querem muito fazer um acordo. Só não sei se eles são merecedores de um acordo”, afirmou o ex-presidente.

A resposta do Irã

Em resposta às declarações de Trump, o principal negociador do Irã e presidente do Legislativo do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, utilizou sua conta no X para criticar a postura dos Estados Unidos. Ghalibaf advertiu que “o bullying e a quebra de promessas não são mais sem custo” e reforçou que o Irã não cederá a ameaças norte-americanas.

“Batam e vocês vão apanhar. O estreito de Ormuz só se abrirá com ‘acordos iranianos’, não com ameaças”, declarou, enfatizando a posição do Irã nas negociações.

Novo ciclo de tensões

No mesmo dia, Trump anunciou o fim do cessar-fogo, alegando que o Irã havia atacado três embarcações comerciais no estreito de Ormuz. Em retaliação, os Estados Unidos, sob a ordem do presidente, realizaram novos ataques contra alvos iranianos. O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que cerca de 90 alvos militares foram atingidos, incluindo sistemas de defesa aérea e infraestrutura logística.

O objetivo das ações, segundo o Centcom, foi “impor pesados custos ao Irã por violar o cessar-fogo”. Trump também alertou que, caso o Irã realizasse novos ataques, “a situação será muito pior”.

Durante a cúpula da Otan, Trump descreveu os iranianos como “malucos” e “mentirosos”, apontando que embora houvesse um acordo sobre armas nucleares, o Irã negou que tal discussão tenha ocorrido.