Pela primeira vez em 16 anos, a Seleção Brasileira começará um ciclo de Copa do Mundo sem Neymar. O jogador anunciou o fim de sua trajetória com a Amarelinha após a derrota para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026.
A aposentadoria de Neymar simboliza o término da chamada “era 7×1”, período que ficou marcado não apenas pela dependência do jogador, mas também pelo vexame histórico da seleção, quando perdeu para a Alemanha em 2014.
Neymardependência: a esperança frustrada
Após eliminações traumáticas desde 2006, a torcida brasileira depositou suas esperanças em Neymar. Em 2010, ele não participou da Copa por decisão de Dunga, ainda jovem, e em 2014, sofreu uma lesão que o tirou do torneio. A partir daí, a cultura de que um único jogador poderia carregar o time se solidificou, mas as expectativas não foram atendidas.
Neymar se tornou a referência para os torcedores, mas não conseguiu evitar as quedas nas competições. Durante o ciclo, a pressão sobre ele aumentou, e a equipe enfrentou dificuldades em momentos decisivos.
O último remanescente do 7 a 1
Aos 34 anos, Neymar era o único jogador remanescente da seleção que participou da Copa de 2014, sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Mesmo fora de campo, após uma fratura na vértebra lombar, ele foi visto como o salvador da pátria. A lesão ocorreu em um jogo contra a Colômbia, quando sofreu uma joelhada de Camilo Zuñiga, levando-o a deixar o campo de maca.
Apesar do susto, a fratura foi considerada estável e não trouxe riscos de sequelas permanentes. Neymar, no entanto, não conseguiu levar a seleção ao sucesso esperado.
Caminhos futuros: Brasil sem Neymar
Nos ciclos de 2018 e 2022, Neymar continuou sendo visto como a estrela da seleção, mas as lesões e a pressão o afetaram. Em 2018, ele marcou dois gols, mas o Brasil foi eliminado pela Bélgica. Em 2022, após se recuperar de uma lesão, fez um gol nas quartas de final, mas a equipe foi eliminada antes de sua cobrança de pênalti.
Com a saída oficial de Neymar, a seleção brasileira precisará se adaptar a uma nova realidade, sem um ícone que monopolizava as atenções. O novo treinador, Carlo Ancelotti, enfrentará o desafio de dividir responsabilidades entre os jogadores, que deverão assumir um papel mais coletivo.
A partir de setembro, no amistoso contra a Austrália, a seleção terá a oportunidade de iniciar uma nova fase, sem a sombra de Neymar, e focar em um futuro que mira a Copa do Mundo de 2030.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.