A Venezuela enfrenta um cenário de calamidade após dois terremotos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, que ocorreram em sequência na noite de quarta-feira (24). As autoridades estimam que dezenas de pessoas ainda estejam presas sob os escombros, e a cidade de La Guaira foi classificada como 'zona de desastre'.
Até a última atualização, na quinta-feira (25), foram registrados 235 mortos e mais de 1.500 feridos. Aproximadamente 200 pessoas permanecem desaparecidas sob os destroços. Um site dedicado a desaparecidos contabiliza quase 40 mil registros, embora esses números não tenham sido confirmados oficialmente.
Moradores de La Guaira relatam que o apoio das equipes de resgate ainda é insuficiente. Muitos cidadãos, preocupados com a demora no socorro, iniciaram buscas por conta própria. "Estamos tentando ajudar com o que podemos, mas faltam equipamentos", afirmou Carlos Borges, que participava das buscas.
Hospitais e serviços públicos em colapso
O sistema de saúde está sobrecarregado. O Hospital José María Vargas, em La Guaira, está lotado e muitos pacientes foram atendidos ao ar livre devido à alta demanda. O médico Augusto Ramírez destacou a necessidade urgente de suprimentos médicos básicos.
Em Caracas, a situação não é diferente. A capital também sofreu danos significativos, com falta de energia elétrica e interrupção de serviços de transporte. Escolas locais foram transformadas em abrigos temporários.
Ajuda internacional em mobilização
O governo venezuelano começa a receber ajuda internacional, com a chegada de equipes de resgate da República Dominicana e de El Salvador. A ONU coordena esforços para apoiar as operações de socorro, enquanto a empresa Starlink anunciou a oferta de internet gratuita nas áreas afetadas.
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