A Venezuela enfrenta uma grave crise humanitária após dois terremotos consecutivos abalarem a região central do país na noite de quarta-feira, 24. Os tremores, que tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, resultaram na morte de 188 pessoas e aproximadamente 1,5 mil feridos, conforme informações oficiais divulgadas nesta quinta-feira, 25.

Os epicentros dos terremotos foram localizados próximos a San Felipe, no estado de Yaracuy, e em Yumare, a apenas 39 segundos de diferença. A devastação foi significativa, com cerca de 250 edifícios danificados, incluindo o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, que teve de ser fechado.

Estado de emergência e ajuda internacional

A presidente interina Delcy Rodríguez declarou estado de emergência em diversas regiões, como Caracas, La Guaira, Miranda, Aragua, Carabobo e Falcón, que foram as mais impactadas. Ela mencionou as “graves consequências” da tragédia e agradeceu pela solidariedade internacional. Equipes de resgate de países como Estados Unidos, México e França estão a caminho para auxiliar nas operações de socorro.

Reações e medidas de segurança

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, prometeu uma resposta rápida e eficaz, com equipes de resgate já mobilizadas. Além disso, o Itamaraty brasileiro expressou pesar e disponibilizou um canal de apoio aos brasileiros afetados. Alertas de tsunami foram inicialmente emitidos, mas posteriormente cancelados.

Em Caracas, o desabamento de prédios levou a evacuações em massa, e os serviços de gás natural foram suspensos para prevenir acidentes. A população relatou momentos de pânico, e o Serviço Geológico dos EUA advertiu sobre a possibilidade de tremores secundários e deslizamentos de terra.

Rodríguez anunciou a formação de um gabinete de crise e pediu calma à população, enfatizando a importância da união para a salvaguarda das vidas. A suspensão de aulas e atividades econômicas não essenciais foi determinada para os próximos dias.