Nos últimos dois meses, o Reino Unido registrou duas ondas de calor que quebraram recordes históricos de temperatura. Desde 1911 não se observava uma situação semelhante, e ainda estamos no início do verão, que normalmente traz os dias mais quentes em julho e agosto.

A atual onda de calor de junho deve chegar ao fim neste fim de semana, com a previsão de um retorno a condições climáticas mais amenas na próxima semana. No entanto, meteorologistas já sinalizam a possibilidade de mais ondas de calor ao longo da estação. Desde maio, uma área de alta pressão conhecida como 'cúpula de calor' se estabeleceu sobre o Reino Unido, trazendo dias secos e quentes, e estabelecendo um novo recorde de temperatura em Kew Gardens, Londres, com 35,1°C.

O começo de junho foi marcado por chuvas e temperaturas abaixo da média, mas uma nova mudança nas condições climáticas culminou em outra onda de calor intensa, quebrando o recorde histórico de temperatura de junho.

Previsões de calor intenso

Em 1º de junho, os meteorologistas divulgaram um panorama de três meses para o verão, prevendo uma probabilidade acima do normal de temperaturas elevadas em junho. A MeteoGroup, responsável pelos dados do BBC Weather, indicou a possibilidade de “alguns picos notáveis de alta temperatura” durante o verão.

Recentemente, o Met Office emitiu um alerta vermelho para calor extremo em partes do País de Gales e no sul da Inglaterra, o que resultou no fechamento de escolas e sobrecarga na rede de transporte. Para o restante do verão, que se estende até o final de agosto, as previsões apontam para uma maior chance de ondas de calor e impactos relacionados.

Aquecimento global e suas consequências

Cientistas do Met Office afirmam que a probabilidade de temperaturas extremas no Reino Unido aumentou significativamente, e que eventos como temperaturas superiores a 40°C podem se tornar mais frequentes. Em julho de 2022, o Reino Unido registrou sua temperatura mais alta já documentada, com 40,3°C em Coningsby, Lincolnshire.

O aquecimento global, impulsionado pelas emissões de gases de efeito estufa, é apontado como a principal causa do aumento na frequência e intensidade das ondas de calor. Especialistas alertam que, se não houver uma redução significativa nas emissões, as situações climáticas adversas continuarão a se agravar.