Durante uma sabatina realizada nesta segunda-feira (6), o pré-candidato à presidência Romeu Zema, do partido Novo, afirmou ser anti-PT, mas também negou ser bolsonarista. Ele atribuiu as associações entre ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro ao fato de ambos terem sido eleitos juntos em 2018.
“O PT destruiu meu estado. Onde o PT estiver disputando uma eleição eu vou lá estar do outro lado, mesmo sendo o Bolsonaro”, declarou Zema em entrevista ao canal Derrubando Muros.
Críticas a Bolsonaro e apoio à ciência
O pré-candidato explicou que seu apoio a Bolsonaro nas eleições de 2022 foi motivado pela oposição ao PT, mas destacou que se distanciou do ex-presidente em relação ao manejo da pandemia de covid-19. “Eu apoio a ciência”, afirmou.
Questionado sobre a anistia ao ex-presidente, Zema ressaltou que nunca esteve no mesmo partido que Bolsonaro e que ele nunca fez campanha para ele. “Talvez por eu ser de direita, por eu ter sido eleito junto com ele em 2018 e ser anti-PT criou-se essa imagem”, explicou.
Para Zema, um novo julgamento seria necessário para analisar o mérito da anistia a Bolsonaro. “Vamos colocar em pauta novamente, aprofundar com pessoas mais isentas”, sugeriu. Ele também defendeu a confiança nas urnas eletrônicas, mas mencionou a necessidade de um mecanismo impresso para auditoria aleatória.
Relação com a família Bolsonaro e desentendimentos internos
Apesar de seu distanciamento, o ex-presidente Jair Bolsonaro já indicou Zema como um nome ideal para ser vice de seu filho, Flávio Bolsonaro, que também é pré-candidato à presidência. No entanto, Zema tem resistido a essa ideia e, após críticas públicas a Flávio, rompeu relações com a família Bolsonaro.
Esse rompimento ocorreu em meio a uma controvérsia sobre Flávio ter negociado valores com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”. As críticas de Zema geraram um desentendimento entre os diretórios do Partido Novo no sul do Brasil, resultando no cancelamento de um convite para que ele participasse do Encontro Estadual do Novo em Santa Catarina.
A participação de Zema na corrida presidencial de 2026 ocorre em um cenário político marcado por tensões entre diferentes correntes de direita e com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) supervisionando o processo eleitoral, garantindo a lisura das eleições.
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