KATMANDU — O Zoo Central do Nepal está sob escrutínio após a descoberta de um corvo morto em suas instalações, ocorrida por volta de meados de junho. A data exata do achado ainda não foi confirmada. Após o incidente, aves, incluindo uma coruja-buraqueira (Tyto alba), testaram positivo para a gripe aviária em um teste rápido. Os responsáveis pelo zoológico enviaram amostras ao Laboratório Veterinário Central em 15 de junho.
A administração do zoo e representantes da entidade semi-governamental que o gerencia apresentaram relatos contraditórios sobre quando as primeiras mortes foram registradas e quando a suspeita de gripe aviária surgiu. A instituição permaneceu aberta por vários dias, o que gerou questionamentos sobre a eficácia da resposta ao surto, especialmente em um momento em que casos de corvos e aves contaminadas já haviam sido relatados nas proximidades, em Kirtipur.
Contradições nas declarações
Ganesh Koirala, porta-voz do Zoo Central, afirmou que um corvo foi encontrado morto no dia 13 de junho. “Embora o teste rápido já indicasse a infecção, a confirmação laboratorial era necessária”, esclareceu Koirala. “Levou 72 horas para o laboratório enviar os resultados.” Essa versão contrasta com a de Rachana Shah, porta-voz da National Trust for Nature Conservation (NTNC), que apontou que um corvo e um pombo foram descobertos mortos no dia 12 de junho, informação que também foi confirmada por um oficial veterinário.
Shah destacou que, durante o verão, a morte de pombos e corvos pode ocorrer devido ao estresse térmico, o que dificultou a conclusão imediata de que se tratava de um surto de gripe aviária. No entanto, a cronologia apresentada por Koirala sugere que o zoológico teve um alerta precoce sobre a situação.
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