Eduardo Silva Amaral, o Dudu, de 3 anos, que foi diagnosticado com a Paralisia Espástica Hereditária Tipo 50 (SPG50), iniciou uma nova fase de seu tratamento em Patos de Minas, Minas Gerais, após retornar dos Estados Unidos, onde recebeu uma terapia gênica experimental. As médicas que acompanham o caso afirmam que agora o foco será no desenvolvimento do menino, sem a progressão da doença que antes limitava suas habilidades.
A Paralisia Espástica Hereditária Tipo 50 é uma condição genética extremamente rara que resulta em rigidez muscular progressiva, fraqueza nas pernas e dificuldades motoras, afetando a autonomia e a comunicação. Antes do tratamento, a equipe médica concentrava seus esforços em minimizar os efeitos da doença, que tem prognóstico desfavorável.
A geneticista Luciana Vinhal dos Santos Ferreira destacou que a terapia gênica visa corrigir a mutação genética associada à doença, com o intuito de interromper sua evolução. "A expectativa é que Dudu não sofra mais a perda progressiva de habilidades. A interrupção da evolução da doença já é uma conquista importante", afirmou.
Apesar do sucesso inicial, o acompanhamento multidisciplinar permanece crucial. Dudu continuará a receber fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia para maximizar os ganhos do tratamento. "As estimulações são imprescindíveis para o desenvolvimento contínuo", explicou a neurologista Ana Paula Resende, que acompanha o menino desde antes do diagnóstico.
Dudu foi diagnosticado com SPG50 aos 18 meses e, após uma intensa campanha de arrecadação de fundos, conseguiu o tratamento necessário em 2026. A luta da família para financiar a terapia, que inicialmente exigia um montante elevado, mobilizou a solidariedade de diversas pessoas ao longo do processo.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.