O preço da batata-inglesa em Goiás sofreu um aumento expressivo, acumulando alta de 111,88% no primeiro semestre de 2026, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade de Goiânia, que serve como referência para a pesquisa, registrou apenas em junho um aumento de 30,84%, tornando o tubérculo o principal item responsável pela pressão sobre a inflação local.
Esta é a quarta alta consecutiva do preço da batata-inglesa, que se destaca como uma das maiores já registradas desde o início da série histórica do levantamento. No cenário nacional, o alimento também apresenta valorização significativa, com um aumento de 29,42% apenas em junho e 100,20% no acumulado do semestre.
Impacto nos preços dos alimentos
Além da batata-inglesa, outros produtos alimentícios em Goiânia também contribuíram para a pressão no orçamento das famílias. O feijão-carioca teve alta de 22,53%, o arroz subiu 2,91% e as carnes apresentaram um aumento de 1,10%. Por outro lado, o preço do café moído caiu 2,66%, ajudando a atenuar a pressão sobre os consumidores.
Apesar do aumento nos preços dos alimentos, a prévia da inflação em Goiânia teve uma desaceleração, passando de 1,41% em maio para 0,44% em junho. A redução nos preços dos combustíveis, especialmente do etanol, que ficou 7,45% mais barato, contribuiu para essa desaceleração. O óleo diesel também apresentou recuo de 2,99%, enquanto a gasolina teve uma leve alta de 0,05%.
Cenário geral da inflação
Em nível nacional, o IPCA-15 registrou uma inflação de 0,41% em junho, abaixo dos 0,62% de maio. Os grupos de alimentação e bebidas (0,74%) e habitação (0,72%) foram os principais responsáveis por essa variação, com destaque para a energia elétrica e alimentos como batata-inglesa e feijão-carioca. Assim, Goiânia encerra o primeiro semestre com uma inflação acumulada de 3,79% em 2026 e de 5,45% nos últimos 12 meses.
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