Um ataque aéreo israelense atingiu um posto da polícia, controlada pelo Hamas, no norte da Faixa de Gaza, resultando na morte de pelo menos sete pessoas, incluindo um oficial sênior e uma mulher, conforme informaram autoridades de saúde e da polícia.

Testemunhas relataram à BBC que um drone israelense disparou quatro mísseis contra o posto, localizado próximo a um movimentado mercado na área de Jabalia. O ministério do interior, administrado pelo Hamas, identificou o chefe da estação de polícia local, coronel Mohammed Marwan Salem, como uma das vítimas e condenou o ataque como uma "massacre".

Identificação das vítimas e reações

O exército israelense confirmou que Marwan era o chefe da segurança militar do Batalhão Central de Jabalia do Hamas e informou que outros três "terroristas" foram mortos no ataque. As vítimas foram identificadas como Abdul Malik al-Jabin, Ghassan al-Daqas e Yaman Abu Obeida, sendo que os dois primeiros eram também policiais.

Os feridos foram levados ao hospital al-Shifa, em Gaza City. O tio de outro policial morto, Mohammed Moussa, afirmou que seu sobrinho era um civil que estava de serviço, patrulhando a área do reduto de Fallujah em um veículo não militar no momento do ataque. "Eu quero entender: qual foi o propósito de atacá-lo?" questionou Moussa.

Outras vítimas e contexto do conflito

Na terça-feira, dois outros indivíduos também foram mortos por fogo israelense no sul de Gaza. Um ataque aéreo em Khan Younis resultou na morte de um homem e ferimentos em outras três pessoas, conforme informações de médicos. O exército israelense afirmou que o alvo era um operário do Hamas. Em Rafah, um menino de 10 anos, Muataz Abu Shaar, foi morto por disparos israelenses, de acordo com relatos médicos.

A tia do menino, Suzan Abu Shaar, descreveu a tragédia: "Ele estava sentado em sua tenda, se trocando. Ele era o apoio dela. O que ela deve fazer agora? Que Deus conceda a ela paciência". Ela expressou um desejo coletivo por paz: "Onde quer que vamos, não há segurança. Queremos que parem essas massacres. Queremos que parem a guerra".

Até o momento, o exército israelense não comentou o incidente que resultou na morte do menino. Israel e Hamas têm se acusado mutuamente de violações do cessar-fogo que entrou em vigor em outubro do ano passado. Desde então, o ministério da saúde do Hamas relatou que ao menos 1.110 pessoas foram mortas em ataques israelenses, enquanto o exército israelense indicou que quatro de seus soldados foram mortos em ações palestinas.

O conflito foi desencadeado pelo ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas e no sequestro de 251 outras. Em resposta, Israel iniciou uma campanha militar em Gaza, que, segundo o ministério da saúde local, já resultou em mais de 73.230 mortos.