O ativista indiano Sonam Wangchuk foi transferido para um hospital no sábado, 18 de julho de 2026, após completar 21 dias de greve de fome. A ação ocorreu em meio a um protesto em Nova Délhi, onde apoiadores exigem a renúncia do Primeiro-Ministro Narendra Modi, além do Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan.
Contexto da greve de fome
Wangchuk iniciou sua greve de fome em 28 de junho, como forma de solidariedade a estudantes que protestam contra irregularidades em exames de admissão e demandam a saída de Pradhan. O ativista, de 59 anos, foi levado ao hospital sob alegações de que sua saúde havia se deteriorado, conforme indicou a polícia de Nova Délhi, que afirmou estar cumprindo ordens judiciais.
Em uma declaração nas redes sociais, a polícia informou que a transferência foi feita com base em recomendações médicas, ressaltando que a condição de saúde de Wangchuk exigia cuidados médicos essenciais. No entanto, a declaração da polícia contrasta com a ordem do Tribunal Superior de Délhi, que havia solicitado monitoramento diário da saúde do ativista.
Reações e desdobramentos do protesto
O fundador do Cockroach Janta Party (CJP), Abhijeet Dipke, criticou a ação policial, alegando que Wangchuk foi “forçosamente” removido do local de protesto. Dipke anunciou que o movimento agora exigirá a renúncia de Narendra Modi, além de Pradhan, e declarou que iniciará uma greve de fome indefinida em resposta ao ocorrido.
“Se eles acham que levar Sonam Sir embora vai acabar com este movimento, estão enganados. Permaneceremos aqui e marcharemos até o Parlamento no dia 20 de julho”, afirmou Dipke em uma gravação de vídeo. A marcha para o Parlamento está programada para ocorrer, independentemente da situação de Wangchuk.
Enquanto isso, outros quatro ativistas, Neha, Manish, Aameen e Hamad, continuam sua greve de fome, que agora também atinge o 21º dia. Os quatro se juntaram a Wangchuk no início da greve e permanecem firmes em sua demanda por mudanças.
Os protestos no Jantar Mantar, um local histórico em Nova Délhi, atraíram centenas de manifestantes de diferentes estados, que se reuniram para apoiar as causas levantadas pelos ativistas. Os organizadores alegaram que a polícia tentou dispersar os manifestantes, o que resultou em confusões no local.
A situação permanece tensa enquanto os ativistas se preparam para continuar sua luta por justiça e exigências políticas, alertando para a necessidade de mudanças no sistema educacional indiano.
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