O Banco Central (BC) do Brasil divulgou, nesta quinta-feira (25), que a inflação acumulada em 12 meses permanecerá acima do teto estabelecido no sistema de metas até o final de 2023. Com essa previsão, a autoridade monetária antecipa a necessidade de redigir uma nova carta ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, em decorrência do descumprimento da meta inflacionária.
Expectativas de inflação
De acordo com o BC, a inflação oficial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu para 4,72% em 12 meses até maio, superando o limite de 4,5% fixado por lei. O Relatório de Política Monetária do Banco Central projeta uma inflação de 4,8% até junho e setembro deste ano, além de uma expectativa de 5,2% para o fechamento de 2026. A instituição prevê que a inflação retornará aos limites adequados no segundo trimestre de 2024.
Impacto da guerra no Oriente Médio
O aumento da inflação é, em parte, atribuído à guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo, impactando diretamente os custos dos combustíveis e, consequentemente, a inflação no Brasil. Recentemente, o preço do barril de petróleo operou em torno de US$ 100, mas após um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, caiu para cerca de US$ 75 nesta quinta-feira (25).
Para mitigar os efeitos do aumento do petróleo na inflação, o governo brasileiro implementou medidas como redução de tributos e subsídios para combustíveis. Entretanto, os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2026 para 5,33%, prevendo também cortes menores nas taxas de juros ao longo do próximo ano.
O Banco Central destacou que, em um cenário de atividade econômica em alta e mercado de trabalho aquecido, a inflação elevada também reflete a pressão do conflito no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis, além de influenciar as expectativas de inflação para 2026 e anos subsequentes.
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