Com a chegada das férias escolares no Distrito Federal, as bibliotecas públicas se apresentam como alternativas de lazer e aprendizado para os jovens. Ao invés de serem vistas apenas como locais de leitura, esses espaços oferecem uma variedade de atividades que incluem tecnologia e entretenimento.
Biblioteca Nacional de Brasília
A Biblioteca Nacional de Brasília destaca-se com um acervo de 4.549 histórias em quadrinhos e 4.621 mangás, um dos maiores do gênero na região. Além disso, abriga a segunda arena gamer do país, equipada com 11 computadores e dois consoles de última geração. A diretora da instituição, Marmenha Rosário, ressalta a importância de modernizar as bibliotecas para atrair a juventude: "O espaço é importante para atrair a juventude, atrair as pessoas mais jovens que estão conectadas. É como se fosse jogar a isca para pescar o peixe. E tem funcionado," afirma.
O espaço gamer foi inaugurado em 2024 e, até maio de 2023, registrou mais de 26 mil empréstimos de equipamentos e itens do acervo. Entre os jogos disponíveis estão títulos populares como "League of Legends", "Fortnite" e "Dragon Ball Fighter Z".
Biblioteca Central da Universidade de Brasília
A Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE) também oferece um espaço diversificado, conhecido como Espaço POP. Inaugurado em 2018, esse local reúne 865 títulos entre mangás, graphic novels e quadrinhos, além de 153 jogos de tabuleiro e consoles como PS3 e Xbox 360. A servidora Thaís Saager, que participou da criação do espaço, destaca que ele é aberto à comunidade externa: "É realmente para quem tiver interesse. Aqui é um espaço principalmente de interação," comenta.
Estudantes como Joaquim Dominicky, 20 anos, veem o Espaço POP como um refúgio durante períodos estressantes, especialmente no fim do semestre. "Ele quebra um pouco a barreira de que bibliotecas são só para estudar. Tem vários jogos interessantes para jogar, pra você esfriar a sua cabeça," diz.
Gibiteca TT Catalão e outras opções
A Gibiteca TT Catalão, inaugurada em 1993, é a primeira de Brasília e possui o maior acervo de quadrinhos da capital, com cerca de 23 mil exemplares. A bibliotecária Margareth Ribeiro enfatiza a importância de criar um ambiente que favoreça a formação de leitores: "Ter um momento de relaxamento é importantíssimo no mundo em que a gente está vivendo," afirma.
Além das principais bibliotecas, outras unidades no DF também oferecem acervos de mangás e quadrinhos, como a Biblioteca Pública de Águas Claras, a Biblioteca Pública Guará e a Biblioteca Pública de Ceilândia, cada uma com números variados de exemplares.
Esses espaços não apenas promovem a leitura, mas também incentivam a interação social e a descontração entre os jovens, demonstrando que as bibliotecas podem ser muito mais do que apenas locais de estudo.
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