O Brasil registrou um déficit de US$ 3,2 bilhões em suas transações correntes no balanço de pagamentos no mês de maio de 2026, uma leve melhora em relação ao déficit de US$ 3,3 bilhões no mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados pelo Banco Central na última sexta-feira (26 de junho de 2026).
Balança comercial e importações
O superávit da balança comercial alcançou US$ 7 bilhões em maio de 2026, comparado a US$ 6,4 bilhões no mesmo mês do ano anterior. As exportações de bens totalizaram US$ 32 bilhões, um aumento de 6,4% em relação ao ano anterior, enquanto as importações somaram US$ 25,1 bilhões, o que representa uma alta de 5,9%.
Renda primária e investimentos diretos
No que tange à renda primária, o déficit se manteve em US$ 5,5 bilhões, o mesmo patamar observado em maio de 2025. As despesas líquidas com lucros e dividendos alcançaram US$ 4,2 bilhões, um aumento de 6,8% em relação ao ano passado, enquanto as despesas com juros somaram US$ 1,4 bilhão, uma queda de 18,1% em comparação com maio de 2025.
Reservas internacionais e entrada de investimentos
As reservas internacionais do Brasil totalizaram US$ 371,1 bilhões em maio, com um aumento de US$ 4,2 bilhões em relação a abril, impulsionadas por operações de recompra e receitas de juros. Em termos de investimentos diretos, o país recebeu ingressos líquidos de US$ 8 bilhões no mês passado, uma substancial elevação em relação aos US$ 3,9 bilhões registrados em maio de 2025.
Os investimentos diretos acumulados em 12 meses atingiram US$ 83,3 bilhões, representando 3,38% do Produto Interno Bruto (PIB), comparado a 3,27% do PIB em abril e 3,35% em maio de 2025.
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