O Brasil enfrentou um déficit de US$ 3,185 bilhões na conta corrente em maio, conforme divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira (26). Este resultado representa um aumento em relação ao déficit de US$ 1,765 bilhão registrado em abril e é o menor rombo para o mês de maio desde 2024, quando o saldo foi de US$ 1,985 bilhão.
No acumulado do ano até maio de 2026, o déficit em transações correntes totalizou US$ 25,093 bilhões. Em termos anuais, a proporção do déficit em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 2,66% em abril para 2,60% em maio, marcando o menor percentual desde outubro de 2024, quando foi registrado 2,53% do PIB.
Desempenho da balança comercial e contas auxiliares
De acordo com a análise do Banco Central, a balança comercial teve um superávit de US$ 6,951 bilhões em maio. No mesmo período, a conta de serviços apresentou um déficit de US$ 5,162 bilhões e a conta de renda primária ficou negativa em US$ 5,542 bilhões. Além disso, a conta financeira também registrou um saldo negativo de US$ 3,716 bilhões.
O déficit referente a lucros e dividendos alcançou US$ 4,211 bilhões em maio, superando os US$ 3,944 bilhões do mesmo mês do ano anterior. As despesas com juros externos somaram US$ 1,360 bilhão, uma redução em comparação aos US$ 1,660 bilhão de maio de 2025.
Viagens internacionais e previsões futuras
Na conta de viagens internacionais, o déficit foi de US$ 1,276 bilhão, com brasileiros gastando US$ 2,062 bilhões no exterior, enquanto estrangeiros desembolsaram US$ 786 milhões em viagens ao Brasil. Até maio, o déficit nessa conta totalizou US$ 5,565 bilhões.
A projeção do Banco Central para 2026 é de um déficit de US$ 56 bilhões nas transações correntes, equivalente a 2,1% do PIB, considerando um superávit comercial de US$ 78 bilhões e déficits de US$ 56 bilhões na conta de serviços e de US$ 83 bilhões na conta de renda primária.
A dívida externa brasileira foi estimada em US$ 404,012 bilhões em maio, uma queda em relação aos US$ 410,502 bilhões de abril, sendo que US$ 295,574 bilhões referem-se ao estoque de longo prazo e US$ 108,439 bilhões ao curto prazo.
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