No dia 24 de junho, às 18h06, horário de Caracas, um áudio desesperado da irmã da jornalista da BBC, Verónica, revelou a magnitude do caos causado por um forte terremoto. ‘Acabou de tremer muito. Ainda está tremendo’, ela disse, ofegante, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) confirmava um tremor de magnitude 7,2, seguido por outro de 7,5.

Verónica, que reside na Primera Avenida do bairro Los Palos Grandes, e sua mãe estavam juntas em casa no feriado, o que as colocou em risco em um local conhecido por sua vulnerabilidade sísmica. A jornalista tentou contatá-las, mas as ligações não foram atendidas e as mensagens não chegavam, indicando um colapso nas comunicações.

Com o pânico se espalhando e as informações sendo escassas, ela buscou ajuda de colegas jornalistas em Caracas. A situação era crítica e, à medida que recebia relatos e vídeos de destruição, a incerteza sobre o estado de sua família aumentava. Informações de desabamentos e pessoas em pânico tornaram-se comuns nas redes sociais.

Após um período angustiante, um amigo conseguiu estabelecer contato com Verónica, que confirmou que estavam a salvo, mas que o prédio havia sido severamente danificado. ‘Praticamente perdi minha casa’, disse ela, revelando a intensidade da situação.

O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, expressou solidariedade ao povo venezuelano, desejando rápida recuperação aos feridos. Os tremores não só afetaram a Venezuela, mas também foram sentidos em partes do Brasil, aumentando a preocupação na região.