Para quem planeja cercar um terreno em 2026, uma nova alternativa se destaca: a cerca viva, que utiliza estacas que criam raízes e transformam o espaço em uma barreira verde. Essa técnica, além de estética, pode reduzir custos em comparação às cercas tradicionais, mas exige planejamento e cuidados específicos.
Transformação do espaço com a cerca viva
A técnica de cerca viva envolve o uso de galhos alinhados e reforçados com peças horizontais. Ao serem fincados no solo, esses galhos rebrotam e formam uma folhagem que fecha os vãos, criando uma barreira verde. Um dos exemplos mais utilizados é a gliricídia (Gliricidia sepium), uma leguminosa arbórea que se torna um mourão vivo.
Aspectos econômicos e limitações
De acordo com a Embrapa Tabuleiros Costeiros, a gliricídia pode ser multiplicada por estacas, o que torna a cerca viva uma opção econômica ao substituir estacas convencionais, frequentemente feitas de madeira retirada de vegetação nativa. No entanto, a economia não é automática e depende de fatores como acesso ao material de plantio, mão de obra e o design da cerca.
Um estudo da Embrapa mostrou que, ao espaçar as plantas a cada seis metros, foi possível reduzir em quase 30% o uso de estacas mortas; no entanto, os fios de arame ainda são necessários na estrutura. Portanto, a ideia de dizer adeus ao arame se aplica apenas a barreiras adensadas, como as mostradas em vídeos demonstrativos.
Cuidados e manutenção da cerca viva
A gliricídia é uma planta resistente à seca e traz benefícios como sombra, quebra-vento e melhoria do solo. Contudo, para manter a cerca compacta e estética, é essencial realizar podas periódicas. O processo de implantação requer paciência, pois a produção significativa de massa verde pode levar de dois a três anos, sendo influenciada por fatores como solo, chuva e clima.
Antes de iniciar o plantio da cerca viva, é aconselhável buscar orientação agronômica e verificar as regulamentações municipais, divisas e a presença de fiações e tubulações. Com um planejamento adequado, a cerca pode se tornar parte do paisagismo da propriedade, além de servir como uma delimitação de espaço, sem desconsiderar os custos de manutenção.
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