O Ministério das Relações Exteriores da China divulgou nesta sexta-feira (17.jul.2026) uma declaração conjunta com o Paquistão, solicitando um cessar-fogo imediato entre os Estados Unidos e o Irã, além do retorno das partes à mesa de negociações. A nota foi emitida após um encontro entre o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, realizado em Xangai na quinta-feira (16.jul).

“Ambas as partes expressaram preocupação com a deterioração da situação atual e apelaram às partes envolvidas para que cessem imediatamente as hostilidades, envidem esforços para superar as dificuldades, eliminem as interferências, retomem os contatos, retomem o diálogo e se empenhem em alcançar um acordo de paz abrangente por meio de negociações”, afirma o comunicado. A íntegra do documento pode ser acessada aqui (PDF – 157 kB, em inglês).

Contexto do Conflito no Oriente Médio

A China e o Paquistão são considerados dois dos principais países influentes no atual conflito que aflige o Oriente Médio desde o final de fevereiro. O Paquistão tem atuado como um mediador crucial entre os EUA e o Irã, desempenhando um papel significativo nas primeiras rodadas de negociações entre as nações.

Por sua vez, a China, como a segunda maior potência global, mantém boas relações tanto com o Irã quanto com a maioria dos países da região. O Oriente Médio, atualmente, enfrenta uma grave crise devido à guerra e aos contínuos bloqueios no estreito de Ormuz.

Intensificação das Hostilidades

A guerra entre os EUA e o Irã se agravou nos últimos dias, especialmente após a falha na implementação de um memorando de entendimento que visava a um acordo de paz definitivo. Os ataques entre as partes foram oficialmente retomados em 8 de julho.

Até o momento, não há indícios de que as negociações serão reiniciadas. O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), chegou a afirmar que negociar com os iranianos seria uma “perda de tempo”.

Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, declarou na quarta-feira (15.jul) que o país está focado exclusivamente na defesa de seu território e que não há planos para negociar com os norte-americanos.