A China anunciou que realizou um teste de lançamento de um míssil balístico de longo alcance no Pacífico Sul nesta segunda-feira, após países da região serem previamente alertados sobre a iminente atividade militar.
O teste foi realizado pelo Exército chinês a partir de um de seus submarinos nucleares, às 12h01, e o míssil transportava uma ogiva simulada, conforme divulgado pela agência oficial Xinhua. Este foi o primeiro teste de míssil da China na região em dois anos, sendo que o último ocorreu em 2021, quando foi disparado um míssil balístico intercontinental com uma ogiva fictícia.
Reações de países da região
O lançamento gerou protestos e preocupações entre nações vizinhas, incluindo Austrália e Nova Zelândia, que criticaram a ação. O governo da Nova Zelândia informou que foi avisado horas antes do teste e ressaltou que o míssil foi disparado na Zona Livre de Armas Nucleares do Pacífico Sul.
A Zona Livre de Armas Nucleares foi estabelecida pelo Tratado de Rarotonga, assinado em 1986, que proíbe a presença de armas nucleares em toda a região. A China ratificou os protocolos do tratado em 1987, comprometendo-se a não testar armas nucleares dentro da zona e a não ameaçar o uso dessas armas contra os signatários com território na área.
O ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters, expressou sua preocupação, afirmando: “Parece que, apesar de nossas preocupações de longa data sobre esse tipo de atividade, a China realizou o teste poucas horas após nos informar.”
Contexto geopolítico
O teste foi realizado no mesmo dia em que Austrália e Fiji assinaram um novo tratado de defesa mútua, que visa contrabalançar a influência chinesa no Pacífico. A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Penny Wong, comentou sobre o teste, afirmando que o país deixou claro à China que considera essa atividade desestabilizadora para a região.
A crescente presença militar da China no Pacífico tem gerado tensões entre as nações da região, que buscam fortalecer suas alianças e medidas de defesa em resposta a essa dinâmica. O recente teste de míssil é visto como um indicativo da intenção da China de demonstrar sua capacidade militar e manter sua influência na área.
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