Os Estados Unidos e o Irã intensificaram suas ações militares na noite de quarta-feira, com o governo americano relatando a execução de ataques a cerca de 90 alvos militares ao longo da costa iraniana. Em resposta, Teerã lançou ofensivas direcionadas a Bahrain, Kuwait e Catar. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou na quarta-feira que o cessar-fogo estava "terminado", mas deixou espaço para novas negociações.

Acusações e protestos diplomáticos

O Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou o embaixador britânico em Teerã nesta quinta-feira para protestar contra o que descreveu como "acusações infundadas" de que o país estaria envolvido em atividades de segurança no Reino Unido. A medida ocorreu após a decisão da Grã-Bretanha de convocar o encarregado de negócios do Irã em Londres, na sequência da prisão de dois cidadãos romenos relacionados ao ataque a um jornalista britânico-iraniano em 2024, que Londres alega ter sido realizado em nome do estado iraniano, uma afirmação que Teerã refutou.

Reações regionais e consequências dos ataques

O Primeiro-Ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, conversou com o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e enfatizou a necessidade de que as partes envolvidas se comprometam com a diplomacia. Al-Thani também pediu a implementação de um memorando de entendimento assinado para acabar com a guerra. A escalada de hostilidades inclui o lançamento de drones iranianos em direção a um local no Catar e um ataque a um petroleiro catariano no Estreito de Ormuz.

De acordo com o Ministério da Saúde do Irã, os ataques aéreos dos EUA resultaram na morte de pelo menos 14 pessoas e deixaram 78 feridas, com 47 ainda internadas. O ministro da saúde, Hossein Kermanpour, divulgou as informações em uma plataforma social.

O Ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, responsabilizou o Irã pelos novos ataques dos EUA, afirmando que a nação persa violou um acordo de trégua ao atacar navios em águas omanis.

As Forças Armadas do Irã relataram ter atacado alvos em Kuwait, Catar e Bahrain como retaliação pelos ataques americanos, utilizando drones kamikazes. O exército iraniano afirmou ter atingido sistemas de defesa em várias bases militares dos EUA na região, prometendo expandir suas ações se os ataques continuarem.

A situação se agravou com explosões ouvidas na capital do Bahrain após alertas de ataque aéreo, enquanto as defesas aéreas do Kuwait interceptaram ataques de mísseis e drones. Alertas de mísseis também foram emitidos em Bahrain e Catar após os ataques aéreos dos EUA.

A tensão continua a aumentar na região, com o TSE monitorando a situação, tendo em vista a importância de manter a estabilidade em meio a um contexto de eleições em 2026.