A Polícia Federal e a Polícia Civil de Mato Grosso investigam um grupo de médicos conhecidos como 'cuiabanos', que estão envolvidos em contratos milionários na saúde pública de Goiás. Os profissionais, que incluem Alberto Pires de Almeida, Osmar Gabriel Chemin e Gabriel Naves Torres Borges, são suspeitos de irregularidades durante a pandemia da Covid-19.
Investigação e conexões em Goiás
As investigações focaram em empresas como a MedTrauma Serviços, ligadas aos médicos mencionados. Em Goiás, o grupo opera sob a razão social BONE Medicina Especializada Ltda., que tem como representante o médico Gabriel Naves Torres Borges, um dos investigados. A atuação do grupo na saúde pública goiana levanta questões sobre a relação entre os contratos recebidos e as investigações em curso.
Contratos da Organização Social Patris
A Organização Social Patris, presidida pelo advogado Vittor Arthur Galdino, que defende os médicos investigados, é a responsável pela administração de várias unidades de saúde em Goiás. A OS possui contratos significativos com o Hospital Estadual de Luziânia, o Hospital e Maternidade Dona Íris e o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, todos localizados em Goiânia. Além disso, a BONE firmou um contrato para atuar no Hospital Estadual de Urgências de Trindade.
A presença da OS Patris em Goiás, especialmente em meio a uma investigação que envolve seus diretores, levanta preocupações sobre a transparência e a responsabilidade na gestão da saúde pública. A situação se torna ainda mais intrigante considerando que o governador Daniel Vilela, recém-empossado, pode não estar ciente das implicações dessa relação.
Na próxima reportagem da série, será abordado como o mesmo grupo de médicos está se envolvendo em Rio Branco, no Acre, onde também enfrenta denúncias. A continuidade dessa investigação poderá trazer à tona mais detalhes sobre as práticas e a gestão da saúde pública sob a influência de grupos investigados.
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