Torcedor do Grêmio Guilherme Martin foi de Fusca para a Copa do Mundo 2026 Divulgação/ Até de Fusca nós iremos Depois de 120 dias fora de casa e mais de 17 mil quilômetros rodados desde Porto Alegre, o criador de conteúdo Guilherme Martin, de 34 anos, finalmente vive o que antes era só plano: acompanhar a seleção brasileira na Copa do Mundo 2026, com direito a jogos, imprevistos e histórias que vêm mobilizando milhares de seguidores. A bordo de um Fusca 1971 com as cores do Grêmio, o gaúcho que leva no veículo o nome das suas redes sociais ("Até de Fusca nós iremos"), cruzou 13 países antes de entrar nos EUA pela fronteira de Brownsville, no Texas, no dia 3 de junho. "Cruzando estradas, montanhas, desertos, fronteiras e vivendo histórias que jamais serão esquecidas", resumiu Guilherme em uma publicação.

📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A chegada ao país norte-americano marcou o início de uma nova fase da aventura, viver a Copa. E, desde então, Guilherme tem feito de tudo: já assistiu a partidas, encontrou amigos, visitou pontos turísticos, lidou com problemas com o veículo e até viu a audiência explodir nas redes. Confira vídeo de como o gaúcho se preparou para viver a Copa: Gaúcho irá de fusca até os EUA Os jogos Logo nos primeiros dias, ele acompanhou o amistoso entre Brasil e Egito no estado de Ohio, onde foi recebido por conhecidos.

Na sequência, seguiu viagem até Nova York, onde viu o empate entre Brasil e Marrocos, no MetLife Stadium. A experiência foi marcante: "Cantar o hino nacional em uma partida de Copa do Mundo é uma das experiências mais emocionantes que já vivi", comenta. O engajamento também cresceu junto com a jornada.

No dia 16 de junho, ele atingiu a marca de 100 mil novos seguidores curiosos para acompanhar como o Fusca havia chegado até ali. Agora, o número chega a quase 200 mil. A rotina virou uma mistura de estrada e estádio.

Em 19 de junho, ele acompanhou a vitória do Brasil sobre o Haiti. "Saí de casa sem nenhum ingresso e apenas o sonho de viver uma Copa do Mundo. Hoje posso afirmar uma coisa: sonhe, coloque nas mãos de Deus e execute.

Quando existe propósito, trabalho e fé, tudo conspira a seu favor", comenta. Torcedor do Grêmio Guilherme Martin foi de Fusca para a Copa do Mundo 2026 Divulgação/ Até de Fusca nós iremos Imprevistos Mas nem tudo é celebração. A aventura também tem sido marcada por imprevistos mecânicos e gastos fora do planejamento.

O Fusca chegou a ficar dias parado por problemas e passou por oficina na Flórida. Em um dos episódios mais tensos, Guilherme chegou a ficar mais de cinco horas parado na beira de uma estrada após o carro quebrar em um ponto perigoso. "Foi um desespero para conseguir ajeitar.

O Fusca ficou na beira da estrada e muito mal posicionado", relata o gaúcho. "Sempre aparece alguém para ajudar. Dessa vez, não apareceu porque eu parei bem numa curva, numa subida".

Só nos últimos dias, ele estima ter gastado mais de R$ 6 mil com problemas no carro, entre guincho, bateria e consertos. Mesmo assim, destaca o apoio que tem encontrado: "Eu tô com uma rede aqui absurda que tá me ajudando". Segundo ele, se não fossem essas pessoas, ele teria gastado muito mais e passado mais dificuldade.