O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) executou uma nova série de ataques no Irã no domingo (12.jul.2026), atingindo dezenas de alvos estratégicos. A ação foi motivada pela necessidade de reduzir a capacidade do país de realizar ataques a embarcações no estreito de Ormuz, uma rota marítima essencial para o comércio internacional.
Os ataques focaram em sistemas de defesa aérea, radares costeiros, instalações relacionadas a mísseis e drones, além de pequenas embarcações. Esta operação envolveu uma ampla mobilização de recursos, incluindo caças, navios, drones aéreos e, pela primeira vez, drones marítimos com a mesma finalidade.
Objetivos da ofensiva e resposta do Irã
O Centcom afirmou que o estreito de Ormuz é um corredor vital para o comércio global e enfatizou que o Irã não detém seu controle. O comando destacou que as forças dos EUA estão posicionadas para assegurar a liberdade de navegação, apesar das ameaças e restrições impostas por Teerã.
A ofensiva marca uma intensificação nas hostilidades entre os dois países, com o Irã respondendo a esses ataques com mísseis e drones direcionados a instalações militares americanas em diversos países do Golfo, como Kuwait, Bahrein, Jordânia, Omã e Qatar. Autoridades da região relataram a interceptação de parte dos projéteis lançados pelo Irã.
Impactos nas relações diplomáticas
Após os bombardeios, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que os ataques norte-americanos comprometeram os esforços diplomáticos realizados nos últimos meses para reduzir as tensões. Teerã acusou Washington de provocar insegurança na rota e de prejudicar a navegação comercial.
O governo iraniano havia anunciado a suspensão da passagem pelo estreito devido às movimentações militares dos EUA, buscando implementar um sistema permanente de autorizações e cobrança de taxas para as embarcações que transitam pela região. Washington contestou essa medida, afirmando que o tráfego pode seguir por uma rota alternativa ao sul, próxima a Omã.
A escalada recente gerou incertezas sobre um acordo provisório firmado em junho entre os dois países, que previa a retomada da navegação e um período de negociações de 60 dias. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo havia chegado ao fim, mas deixou em aberto a possibilidade de novas conversas.
Antes do início do conflito em fevereiro, cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito transportados globalmente passavam pelo estreito de Ormuz. A nova ofensiva contribuiu para que os preços internacionais do petróleo superassem a marca de US$ 79.
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