Novas hostilidades entre EUA e Irã
As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma nova série de ataques contra o Irã, conforme informou o Comando Central dos EUA nesta terça-feira (7). A medida foi uma resposta a ataques iranianos a três navios comerciais que estavam transitando pelo estreito de Hormuz.
Os ataques às embarcações ocorreram no mesmo dia em que o Irã declarou que não participará de novas negociações de paz enquanto o presidente Donald Trump mantiver suas ameaças de retomar a guerra. O comunicado das forças americanas destacou que as ações visavam impor um custo elevado ao Irã pela agressão às embarcações comerciais.
Reações internacionais e consequências
O Qatar também se manifestou, responsabilizando o Irã pelos ataques e convocando o vice-embaixador iraniano para entregar uma nota de protesto. Em contrapartida, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou as acusações como desconcertantes, afirmando que o país cumpre seus compromissos internacionais, mas alertou que navios comerciais estão em risco ao não seguirem rotas coordenadas.
Uma fonte anônima consultada pela Reuters informou que os ataques dos EUA tiveram como alvo sistemas de defesa aérea, de vigilância costeira, mísseis terra-ar, mísseis de cruzeiro antinavio e locais de lançamento de drones iranianos. A mídia estatal iraniana noticiou que seis projéteis atingiram a área do píer de Taheroui, em Sirik, no sul do Irã, resultando em feridos, embora a origem dos ataques não tenha sido confirmada.
Tensões em meio a um cenário de paz provisória
Esses ataques representam a primeira ação militar conhecida dos EUA contra o Irã desde o final de junho, quando houve uma série de confrontos entre as partes. O aumento das tensões ocorre em meio às cerimônias fúnebres de Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, que faleceu no início do conflito no Oriente Médio.
Além das hostilidades, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a decisão do Departamento do Tesouro dos EUA de revogar a suspensão temporária das sanções sobre as vendas de petróleo iraniano, considerando a medida como uma violação do memorando de Islamabad que visava ao fim das hostilidades. O Irã também responsabilizou Washington pelas possíveis consequências de suas ações.
A reimposição das sanções ocorreu em um contexto em que uma autoridade americana declarou que os ataques do Irã eram “totalmente inaceitáveis” e que haveria consequências. Antes dos ataques, uma trégua havia sido estabelecida por um acordo de paz provisório, que previa 60 dias para negociações de um pacto definitivo. Contudo, Trump reiterou suas ameaças de retomar os bombardeios.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que as negociações para um acordo definitivo não começarão enquanto as ameaças persistirem. “Honre sua assinatura”, escreveu o chanceler na plataforma X.
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