O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que, nesta terça-feira (7), finalizou uma nova rodada de ataques direcionados ao Irã. A ofensiva resultou em mais de 80 alvos atingidos, incluindo sistemas de defesa aérea, redes de comando e controle, instalações de radar costeiro e capacidades de mísseis antinavio, além de mais de 60 pequenas embarcações do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) nas proximidades do Estreito de Ormuz.

Objetivo da ofensiva

De acordo com a nota divulgada pelo CENTCOM na rede social X, a ação teve como principal objetivo “reduzir a capacidade do Irã de continuar atacando o comércio internacional que flui por esse corredor comercial vital”. As forças americanas afirmaram que permanecem preparadas para responsabilizar o Irã caso o país não cumpra acordos estabelecidos.

Reação americana e alegações de Teerã

A ofensiva foi lançada em resposta a ataques iranianos a três navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. Um oficial americano comentou que os ataques realizados não são proporcionais, caracterizando a ação como uma “punição” e indicando que as hostilidades podem se prolongar. A mídia estatal iraniana, por sua vez, relatou explosões em várias localidades, incluindo as cidades portuárias de Bandar Abbas e Sirik, além da ilha de Qeshm.

Além disso, a Press TV, emissora estatal do Irã, noticiou explosões na Ilha de Kharg, um local crucial para as exportações de petróleo do país, embora a origem dessas explosões não tenha sido esclarecida.

As tensões entre os Estados Unidos e o Irã têm escalado nos últimos meses, com ambos os lados trocando acusações e realizando ações militares na região. A importância do Estreito de Ormuz, que é um dos principais corredores de comércio marítimo do mundo, intensifica a relevância dessas hostilidades, uma vez que cerca de 20% do petróleo mundial passa por essa passagem estratégica.

As ações do CENTCOM refletem uma estratégia mais ampla dos Estados Unidos para conter a influência iraniana na região e proteger as rotas comerciais. A situação continua a ser monitorada de perto, com a possibilidade de novas reações de ambos os lados.