A Europa está enfrentando sua segunda grande onda de calor em 2026, e os registros de temperatura estão batendo novos limites. Na França, por exemplo, o país registrou seu dia mais quente da história, com temperaturas ultrapassando 44° Celsius em várias localidades. Tragicamente, cerca de 40 pessoas morreram afogadas em corpos d'água locais, possivelmente tentando escapar do calor intenso, e milhares de cidadãos estão sem eletricidade devido à demanda excessiva.

No Reino Unido, as temperaturas chegaram a alarmantes 36°. Como resultado, várias escolas suspenderam as aulas e os serviços ferroviários enfrentaram atrasos significativos. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, descreveu Londres como “cozinhando” em meio à crise climática, e, durante a Semana de Ação Climática anual da cidade, o serviço meteorológico britânico emitiu um alerta vermelho para várias regiões, indicando que o clima extremamente quente e úmido pode afetar a saúde pública. Países como Suíça e Espanha também emitiram alertas semelhantes para seus cidadãos.

Emma Howard Boyd, ex-presidente da London Climate Resilience Review e atual presidente da National Heat Risk Commission no Reino Unido, destacou que a resiliência ao calor no país vai além das residências, que geralmente não possuem ar-condicionado. A falta de infraestrutura adequada para lidar com temperaturas extremas é uma preocupação crescente em toda a Europa.