O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), participa nesta terça-feira (7) de audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que trata sobre as tarifas propostas pelo governo Donald Trump a produtos brasileiros. Durante a audiência, que acontece em Washington, o pré-candidato à Presidência deve se posicionar de forma contrária à tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e a qualquer medida relacionada ao PIX brasileiro. O senador desembarcou na capital americana neste domingo (5).
LEIA TAMBÉM: Flávio Bolsonaro vai aos EUA discursar em audiência pública sobre tarifaço; veja tópicos e tempo da fala Flávio tem se colocado à frente de assuntos internacionais e articulado com representantes do governo do presidente norte-americano Donald Trump. Contudo, a atuação é independente e não tem relação com o Itamaraty. Flávio Bolsonaro vai aos EUA defender o PIX e diz A lista de participantes também inclui o embaixador Roberto Azevedo, que representa a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Letícia Sperb Masselli, da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), entre outros.
Na semana passada, ao enviar uma manifestação ao Escritório dos Representantes de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Flávio afirmou que o Pix não substitui cartões de crédito, e sugeriu que o meio de pagamento não seja conectado a sistemas não ocidentais. 🔎 O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas.
O senador pediu ainda que os Estados Unidos adiem as tarifas contra o Brasil por 180 dias, e sugeriu que as taxas de 25% sejam tomadas só após as eleições. Para ele, as sanções prejudicam investimentos dos EUA no país. LEIA TAMBÉM: Flávio vê fortalecimento de Lula em ano eleitoral e pede aos EUA adiamento de tarifas contra Brasil.
Flávio Bolsonaro diz aos EUA que PIX não substitui cartão de crédito e propõe barrar sistemas 'não ocidentais'. No documento, o pré-candidato à Presidência diz ainda que o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos anteriormente não surtiu efeitos positivos e não mudou o comportamento das autoridades brasileiras. Senador Flávio Bolsonaro encontra o presidente dos EUA, Donald Trump Divulgação Para o senador, as investidas tarifárias da gestão Trump contra o Brasil tem, ao contrário, fortalecido politicamente, em um ano eleitoral, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem enquadrado as ações no campo econômico como ataques à soberania nacional.
"As tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que tem adotado: obstruir negociações sérias, provocar retaliações e, em seguida, converter essa retaliação em uma vitória política interna. Pior ainda, os custos recairiam sobre a economia americana e sobre os brasileiros mais comprometidos com o relacionamento construtivo com os EUA", diz outra parte da carta. Governo envia observadores O governo brasileiro decidiu não se inscrever para discursar na audiência pública sobre o tarifaço proposto pelo governo de Donald Trump, que acontece nesta segunda-feira (6) e terça-feira (7).
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