O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (6.jul.2026), afirmando que a defesa da soberania nacional é uma "falsa narrativa" em resposta às tarifas que os Estados Unidos anunciaram sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita em um vídeo publicado em suas redes sociais, logo antes de uma audiência nos EUA sobre o tema.
Flávio, que se apresenta como pré-candidato à Presidência, viajou aos Estados Unidos para o que descreveu como uma "defesa técnica" dos interesses do Brasil. Ele criticou a postura do governo federal nas negociações relacionadas às tarifas, sugerindo que a administração atual não está fazendo o suficiente para proteger os interesses brasileiros.
Tarifas e contexto das negociações
As tarifas em questão ainda não estão em vigor. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), equivalente ao Ministério de Comércio Exterior no Brasil, apresentou uma proposta de tarifa de 25% em 1º de junho de 2026, com uma segunda proposta divulgada no dia seguinte.
Em seu vídeo, Flávio Bolsonaro destacou a importância de uma representação adequada do Brasil nas discussões sobre tarifas, afirmando: "Diferente do Lula, que não mandou ninguém para defender o PIX e defender o Brasil das tarifas, eu vim aqui para fazer uma defesa técnica e mostrar a verdade para os americanos".
Expectativas sobre as tarifas
O senador expressou otimismo de que as tarifas não serão implementadas, afirmando: "Tenho confiança que essas tarifas não serão aplicadas. Vamos proteger nossa economia e as nossas empresas!". A declaração ocorre em um momento em que o governo Lula tem criticado a imposição das tarifas e busca reverter a decisão através de canais diplomáticos.
Enquanto isso, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendem uma interlocução mais direta com autoridades dos Estados Unidos para tratar do assunto. A audiência que discutirá a possibilidade de imposição das tarifas será um momento crucial para as negociações entre os dois países, sendo observada de perto por diversos setores da economia brasileira.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.