A França contabilizou 2.025 mortes a mais durante a onda de calor que ocorreu entre 22 e 28 de junho, de acordo com a ministra da Saúde do país, Stéphanie Rist. Este aumento representa um crescimento de quase 30% no número total de óbitos registrados em comparação com a semana anterior.
Aumento significativo nas mortes em Paris
Na região de Paris, o aumento foi ainda mais acentuado, com um incremento de 62% no número de mortes durante o mesmo período, conforme relatado pela autoridade de saúde pública. Esses dados foram divulgados em um novo relatório, que também advertiu que a contagem atual pode não refletir a totalidade do impacto da onda de calor.
“Houve cerca de 2.025 mortes adicionais na semana de 22 a 28 de junho em comparação com a semana anterior”, afirmou a ministra Stéphanie Rist à imprensa local, ressaltando que a contagem ainda está longe de ser definitiva. O número atual é um aumento significativo em relação à estimativa anterior, que apontava pelo menos 1.000 mortes relacionadas ao calor.
Críticas às medidas governamentais
Políticos franceses expressaram descontentamento com o que consideram medidas inadequadas das autoridades para lidar com o aumento das temperaturas. Na última quinta-feira, o partido dos Verdes apresentou uma moção de desconfiança contra o governo de Sébastien Lecornu, alegando falhas na resposta a eventos climáticos extremos.
O mês de junho de 2023 foi marcado por uma onda de calor recorde que se estendeu por aproximadamente 11 dias, com temperaturas superando os 40 graus Celsius em várias localidades do país. Em comparação, uma onda de calor severa em 2003 resultou na morte de cerca de 15.000 pessoas, afetando especialmente os idosos em lares de idosos. Embora a onda de calor de junho seja considerada mais intensa, as autoridades afirmam que suas consequências foram menos severas.
“Provavelmente não será comparável”, disse a ministra da Saúde em relação aos dados de 2003. Nicolas Revel, diretor geral do sistema público de hospitais de Paris, também comentou que espera que o número de mortes devido à onda de calor de junho seja inferior ao de 2003, mas “provavelmente” superior ao episódio do ano passado, que resultou em 5.700 mortes.
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