Desafio em Durban
O jogador Josh Adams acredita que a difícil partida de Gales contra a África do Sul, no Campeonato das Nações, será um teste decisivo para avaliar o progresso da equipe sob o comando de Steve Tandy. O confronto está marcado para sábado, às 16h40 (horário de Brasília), no Kings Park, em Durban.
A seleção galesa viajou para Durban após uma derrota de 35 a 21 para a Argentina em San Juan. Antes desse revés, Gales havia acumulado vitórias contra a Itália no Torneio das Seis Nações e Fiji na abertura do Campeonato das Nações, além de um triunfo contra os Barbarians em uma partida não oficial.
Reflexões após a derrota
Adams reconheceu que a derrota para a Argentina serviu como um alerta sobre as áreas que precisam de melhorias. “Houve momentos em que estivemos um pouco abaixo em termos de fisicalidade, tackles iniciais e velocidade ao redor do ruck — as bases que precisamos dominar em um nível tão alto”, afirmou o atleta.
Apesar da derrota, Gales demonstrou resiliência e buscou pontos bônus até o final da partida. No entanto, os Pumas conseguiram se distanciar no marcador antes do intervalo, destacando sua capacidade de punir erros adversários. “Argentina é uma boa equipe quando consegue se manter no controle, e se você não estiver atento nas áreas que mencionei — e na disciplina — as equipes vão te punir”, acrescentou Adams.
Enfrentando os campeões mundiais
Agora, Gales se prepara para enfrentar a África do Sul, que começou o Campeonato das Nações com vitórias sobre Inglaterra e Escócia. O último confronto entre as duas equipes resultou em uma derrota avassaladora para Gales, que perdeu por 73 a 0 no Principality Stadium, em novembro, quando a equipe galesa estava desfalcada devido à ausência do período de testes da World Rugby.
Adams recorda que, em 2022, a seleção galesa conseguiu uma vitória histórica na África do Sul, marcando a primeira vitória em solo sul-africano em três testes. Agora, quatro anos depois, a expectativa é ser competitivo na partida de Durban.
Além disso, a equipe galesa enfrentará um longo trajeto de mais de 5.000 milhas, cruzando cinco fusos horários, para chegar ao local do jogo. No entanto, Adams minimizou o impacto da viagem, citando o exemplo da Escócia, que também enfrentou a mesma jornada e teve um desempenho competitivo contra os Springboks, perdendo por 42 a 28. “Toda equipe precisa viajar. A Escócia fez a jornada e esteve competitiva durante a maior parte da partida. Portanto, não haverá desculpas”, concluiu.
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