• Condenação supera 46 anos A Justiça condenou um homem a 46 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, por estupros de vulnerável cometidos contra duas enteadas em Ipameri. Ele também recebeu quatro meses de detenção, em regime aberto, por ameaças contra integrantes da família. • Abusos começaram na infância Segundo denúncia do Ministério Público de Goiás, o acusado viveu com a mãe das vítimas por cerca de 18 anos.
Durante a convivência, teria praticado abusos sexuais sistemáticos contra as duas meninas desde a infância. • Filhas revelam violência após separação O caso veio à tona quando a mulher descobriu um relacionamento extraconjugal e pediu que o companheiro deixasse a residência. Após ameaças do homem, ela contou às filhas o que sofria.
As jovens, então, revelaram os abusos mantidos em silêncio durante anos. • Juiz rejeita tese de vingança A defesa alegou que a denúncia seria uma vingança familiar provocada pela traição. Também citou publicações afetuosas das enteadas nas redes sociais.
O juiz Yvan Santana Ferreira rejeitou os argumentos e apontou que demonstrações públicas de afeto podem ser usadas pelas vítimas para evitar conflitos com o agressor. • Ausência de perícia não impede condenação A sentença destacou que crimes sexuais prolongados nem sempre deixam vestígios físicos. Conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça, relatos coerentes das vítimas, apoiados por outras provas, podem fundamentar a condenação.
• Acusado apresentou versões diferentes O homem deu explicações contraditórias durante o processo. As mudanças de versão foram consideradas pelo magistrado como fator que reduziu a credibilidade da defesa. Além das penas, o condenado deverá pagar R$ 60 mil por danos morais, sendo R$ 20 mil para cada vítima.
Ele respondeu ao processo em liberdade e permanecerá solto até eventual mudança da decisão, que ainda admite recurso.
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