Ivan Nogueira, condenado a 36 anos de prisão por feminicídio, está foragido desde maio de 2022, quando assassinou sua esposa, Regiane Carneiro de Moura Silva, em Ribeirão Preto (SP). Ele levou o filho, Miguel, atualmente com 7 anos, junto com ele, e desde então não há notícias sobre o paradeiro dos dois.
O crime ocorreu no dia 15 de maio de 2022, quando Regiane foi encontrada morta em sua casa, com sinais de esganadura. O sogro de Ivan foi quem descobriu o corpo após ouvir barulhos no imóvel. O vendedor e a criança desapareceram, e o carro da família foi encontrado abandonado dias depois em uma área rural.
Consequências legais e busca pela criança
Segundo o advogado criminalista Daniel Pacheco, o fato de estar foragido não é considerado um crime em si, mas traz diversas complicações legais. No caso de Ivan, ele é alvo de um inquérito policial por subtração de incapaz, já que retirou o filho da guarda legal. A pena para essa acusação varia de dois meses a dois anos de prisão, conforme o artigo 249 do Código Penal.
A avó materna de Miguel obteve a guarda do neto na Justiça, mas o menino não foi entregue a ela. A família de Ivan e seu advogado afirmam não ter informações sobre seu paradeiro. O advogado Cassiano Figueiredo declarou que a decisão de permanecer foragido é de Ivan e que ele deve cumprir as determinações da Justiça para evitar novos crimes.
Desdobramentos do caso e apelo por informações
A Polícia Civil de Ribeirão Preto divulgou recentemente uma imagem que pode representar a atual aparência de Miguel, na esperança de encontrar pistas sobre a criança. A família de Regiane, que busca informações sobre o menino há quatro anos, ainda não obteve sucesso. O irmão da vítima mencionou que as investigações estão sob responsabilidade da polícia.
Além disso, Daniel Pacheco destacou que, para se manter foragido, Ivan pode acabar cometendo outros crimes, como falsidade ideológica, ao usar documentos falsos para conseguir emprego ou se esconder. A chance de ser capturado aumenta com o tempo, especialmente com dados cruzados em bancos de informações da Justiça.
Qualquer informação sobre o paradeiro de Ivan e Miguel pode ser repassada de forma sigilosa através do WhatsApp ou do Disque-Denúncia.
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