O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multas totalizando R$ 525.155,70 à Prefeitura de Curitiba devido a irregularidades no corte de 105 árvores na Avenida Arthur Bernardes. As árvores, entre elas araucárias, uma espécie ameaçada, foram removidas em maio, gerando protestos de moradores da região.
A ação de corte faz parte das obras do Novo Inter 2 e da criação de um parque linear. O Ibama iniciou a investigação após questionamentos da Câmara Municipal de Curitiba sobre possíveis irregularidades no processo. Durante a análise, foram identificados pelo menos cinco problemas significativos.
Irregularidades identificadas
Um dos principais problemas apontados foi a falta de registro no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), que é essencial para rastrear e controlar o corte de árvores no Brasil. O órgão federal destacou que parte das autorizações necessárias não foi devidamente inserida no sistema, o que contraria a legislação vigente.
Outra irregularidade foi a classificação errônea da vegetação, onde algumas árvores foram catalogadas como "isoladas", embora na prática formassem agrupamentos. Isso implica em regras mais rigorosas para a autorização do corte, uma vez que poderia representar vegetação nativa contínua.
Encaminhamentos e posição da Prefeitura
Além das multas, o Ibama sugeriu a suspensão das autorizações de corte e a regularização do cadastro no Sinaflor. Também foi recomendado que a situação fosse encaminhada ao Ministério Público do Paraná para análise e possíveis medidas.
A Prefeitura de Curitiba, em nota, afirmou que ainda não havia sido oficialmente notificada sobre as autuações, mas que se manifestaria caso recebesse a notificação, reiterando que todas as intervenções teriam sido realizadas em conformidade com a legislação ambiental.
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