Longe da visibilidade da Copa do Mundo, agentes do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA) intensificaram suas operações de imigração em várias cidades dos Estados Unidos, resultando em um recorde de detenções.

No final de junho, enquanto a Copa ainda se encontrava na fase de grupos, o ICE deteve 10 mil pessoas em um período de apenas cinco dias, conforme levantamento da agência de notícias Associated Press e do jornal 'The New York Times', com base em dados do Departamento de Segurança Interna. Este número representa a maior média de detenções desde o início das operações do governo de Donald Trump, que, em média, registrava 30 mil detenções por mês em 2026.

Apesar da atenção mundial voltada para os Estados Unidos devido ao evento esportivo, as ações do ICE passaram despercebidas. Antes do início da Copa, havia preocupações de que os agentes poderiam abordar torcedores nas proximidades dos estádios. Contudo, com o avanço do campeonato, esses temores se dissiparam, o que, segundo a Associated Press, foi uma estratégia do governo Trump.

Estratégia do ICE durante a Copa

Durante o torneio, o ICE alterou sua abordagem, concentrando-se em operações mais discretas em vez de grandes batidas em cidades-sede. Essa mudança foi confirmada por membros do governo e pelo deputado republicano Michael McCaul, que afirmou que a intenção não era deportar um grande número de pessoas durante os jogos.

O novo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, que assumiu após a demissão de Kristi Noem, sugeriu uma postura menos visível nas operações do ICE, enfatizando que o foco deveria ser a segurança dos jogos e não a realização de detenções em locais de grande aglomeração.

Mortes e consequências das operações do ICE

Recentemente, as operações do ICE ganharam destaque após duas mortes a tiros durante abordagens. Em Houston, um agente matou um motorista mexicano, e em Biddeford, Maine, um cidadão colombiano também foi alvejado. Após esses incidentes, agentes foram instruídos a suspender abordagens a pessoas dentro de veículos, conforme fontes da Reuters e da CNN.

A deputada Sydney Kamlager-Dove, que defendeu uma