A inflação harmonizada da França registrou uma queda para 2% em junho de 2026, comparada a 2,8% em maio, de acordo com informações divulgadas pelo Insee (Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos) na sexta-feira, 10 de julho de 2026.

O IPCH (Índice de Preços ao Consumidor Harmonizado), utilizado para comparar a inflação entre os países da União Europeia, observou uma redução de 0,3% na comparação mensal, após um leve aumento de 0,1% em maio. No âmbito nacional, o índice de preços ao consumidor acumulou uma alta de 1,8% em 12 meses, inferior aos 2,4% registrados no mês anterior. A comparação mensal também apresentou recuo de 0,3%, sendo que a estimativa inicial do Insee era de uma queda de 0,2%, que foi posteriormente revisada.

Principais resultados de junho

Os principais resultados da inflação em junho, na comparação mensal, foram os seguintes:

  • energia: queda de 4,2%, após um aumento de 0,6% em maio;
  • produtos petrolíferos: recuo de 7%, em contraste com uma queda de 1,9%;
  • alimentação: baixa de 0,3%, depois de um aumento de 0,3%;
  • produtos manufaturados: queda de 0,4%, após alta de 0,1%;
  • serviços: aumento de 0,5%, após estabilidade em maio.

A redução nos preços dos produtos manufaturados foi parcialmente atribuída ao calendário das liquidações, em que três dias de promoções foram considerados no cálculo para junho de 2026, enquanto em 2025 não houve dias incluídos.

Variações nos preços ao longo de 12 meses

Em um período de 12 meses, os preços da energia acumularam um aumento de 11%, embora abaixo dos 16,6% registrados em maio. Os produtos petrolíferos tiveram um aumento de 19,7%, comparado a 31,1% no mês anterior. A inflação dos serviços desacelerou de 2,1% para 1,9%, e a dos alimentos caiu de 1,1% para 0,9%. Já os produtos manufaturados apresentaram uma redução de 1,1% em 12 meses, após uma queda de 0,6% em maio.

A inflação subjacente, que exclui itens com preços mais voláteis e tarifas públicas, também desacelerou, passando de 1,5% para 1%. Essa mudança foi influenciada pela diminuição dos preços das passagens aéreas e pelas quedas nos preços de roupas, seguros e serviços de telecomunicações.